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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Odisseia Hospitalar



Ir ao hospital é sempre uma tarefa meio árdua que a gente costuma postergar ao máximo, certo? Sim. Hoje não importa muito se você vai passar pelo seu plano de saúde ou particular, a coisa é sempre igual: senhas, espera, triagem, espera, exames, espera, medicação e mais espera... A menos que você tenha super-mega-blaster-advanced plano de saúde e disponha de certa de R$1000 por mês para gastar com ele, porque disso eu entendo.

Fiquei muito mal esses dias e fui adiando até que uma dor insuportável na cabeça me despertou às cinco da manhã e não me deixou mais pregar os olhos... já que dormir não era uma opção, me rendi e fui... e aí começou a Odisseia.

Fui ao primeiro hospital até que estava vazio, me chamaram rápido, tudo ótimo e bom demais pra ser verdade, o médico era maluco!! Não fez exame nenhum e me receitou, não confiei no atendimento dele mas passei na farmácia e vi que seria loucura comprar o remédio que o cara passou: fortíssimo e caríssimo!! Se ele tivesse feito algum exame até ok, mas não... saí da mesma maneira que cheguei.

Então fui ao segundo hospital, lotado, a bateria do meu celular acabando e eu sozinha, fazer amizade em hospital não rola, o povo só tem um assunto: “O quanto estou morrendo mais do que você”. Aff, então essa não era uma opção.

Eu já disse o quanto a gente espera num hospital né? Estava eu ali, sem bateria, sozinha e com a mente ociosa... Escolhi não ficar mal humorada e comecei a observar o povo lá e a dar risada sozinha com as ceninhas alheias.

Meu!! Já percebeu como as pessoas fazem cena num Pronto Socorro? Primeiro que todo mundo faz cara de que está morrendo, anda se arrastando, meio em câmera lenta e tal, mas tem uns tipos específicos de paciente e acompanhantes, seguem os mais recorrentes:

Tipo #1 – Acompanhante barraqueiro: é assim o paciente faz cara de dó, de dor, de dengo, de tudo, geme um pouquinho de vez em quando, aí quando faz uns 10 minutos que estão ali esperando e nenhuma senha é chamada, eis que se levanta a fera – uma mãe enlouquecida – arma um barraco básico e quer falar com o gerente (nem sabia que hospital tinha gerente, mas vá lá, achei que seria tipo “médico-chefe”, alguém me fala depois), só olhei e senti vergonha alheia.

Tipo #2 – Paciente que dó, que dó: esse tipo geralmente está desacompanhado,  se arrasta e choraminga pelos cantos, olhos marejados, sabe? Eu acho que eles pensam que se despertar a compaixão dos atendentes e médicos vão ser atendidos mais rápido ou vão ganhar mais dias de atestado.

Tipo #3 – Paciente rabugento: esses irritam bastante, reclamam de tudo, e aí de você se não concordar com eles! Não seja louca, não faça isso, tá? Finge que concorda e sai de perto, mau-humor é contagioso e um dos sintomas terríveis é fazer o tempo passar bem devagar.

Tipo #4 – Estrelinhas: isto resume: “Paciente: – Está levando quando tempo até o atendimento?”, “Atendente: – de 1 hora e ½ a 2 horas”, “Paciente: – Mesmo eu pagando particular???”, “Atendente: – Sim”, “Paciente: – Nossa que absurdo! Não tem um atendimento especial?”

Eu parei de observar um pouco quando a enfermeira enfiou a agulha enorme no meu braço e ficou cavucando e procurando minha veia com a agulhona lá dentro, mantive a calma e falei: “tá difícil de achar minha veia né?”, na verdade eu tava dizendo: “caramba, pega logo uma agulha de criança e acerta de primeira, por favor!”.

Lamentei não estar com uma caneta e um papel na hora, porque no calor da emoção esse texto teria ficado muito mais legal... tinha de tudo lá.

No fim das contas o médico do segundo hospital não era tão mais atencioso que o outro, uma vez eu li que com o tempo os médicos que atendem uma grande quantidade de pessoas por dia, começam desumanizar a coisa, e age como outro profissional qualquer, como alguém que bate carimbo, por exemplo. Mas pelo menos confiei mais nele, tomei alguns remédios na veia, uma injeção e outros pra tomar em casa.

Ahh... você não acha super constrangedor tomar injeção intramuscular? Nunca é uma enfermeirA, é sempre um enfermeirO e você nunca sabe se abaixa um pouquinho mais ou um pouquinho menos sua calça... tanto músculo no corpo, porque tem que ser justo nesse a injeção? Me conta? E o cara ainda te olha e fala “relaxa”.

Gastei o dia todo nessas de vai e volta, toma isso, toma aquilo... pelo menos saí de lá um pouco melhor, sem saber com certeza o que eu tive, mas melhor!

@rosannats

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ÓDIO MORTAL



Como dona do blog tenho algumas prerrogativas, e uma delas é editar e vetar os textos que eu não gosto considero inadequados. Pois bem, tem outras coisas também: posso exercer minha tirania com meus amados escrevedores, sugiro temas, tenhos surtos psicóticos e eles tem que me aturar... e tem um que usarei neste momento -> eu posso retirar o texto de alguém e colocar o meu. E isto sem ter que explicar o porquê disto (não contarei a todos que, na verdade, estava sem texto para esta quinta-feira). Então o texto desta quinta-feira é meu, e PRECISO DESABAFAR! Dizem que a raiva/ira motivam várias coisas... veremos se isto procede.

EU QUERO DESABAFAR SOBRE ALGO QUE CONSIDERO UM DOS MAIORES DESRESPEITOS QUE PODEM SER FEITOS A OUTRO SER HUMANO = chegar atrasado. Ou marcar algo e não ir, dar os canos. Ou deixar outra pessoa esperando e não avisar! BARALHO (é C no lugar do B, mas este blog tem elegância, mesmo espumando o cantinho da boca e engolindo - saliva - a seco), isto não dá! No meu mundo, não dá! Assim ó:

Minha mãe me criou (então posso, se quiser, jogar a culpa nela, e Freud ficaria feliz porque tuuudo é sempre culpa da mãe né?) falando: ninguém é obrigado a te esperar. Ok, aprendi a lição. Na carne! E minha irmã é assim também, então acho que mommy merece aplausos por esta tarefa bem cumprida. APLAUSOS GENTE! E ela dizia que se, na saída da escola, alguém se atrasasse, ela iria embora... Bom, não me lembro de ter atrasado, mas acho que era porque eu sabia que ela cumpriria a promessa. Também aprendi isto: ela (e eu) falamos a verdade! Ponto!

Então no meu mundinho este é um dos maiores desrespeitos que pode haver: não cumprir o horário previamente combinado. Gente, atrasar é normal, mas até para atrasar há que se ter elegância: não sei de etiqueta, mas deve haver um limite aceitável. Se este limite é 10, 15 minutos, olha, não tenho a menor idéia, mas acho que é FODA questão de bom senso se você for atrasar muito dar um jeito de avisar. Se quando o telefone público (orelhão) era MOVIDO A FICHA (sim, meus queridos... cartão é coisa da geração Y para a frente... na minha época era FICHA) a gente dava um jeito de avisar, e agora que todo mundo tem celular, ás vezes mais de um? "ah, tô sem crédito..." LIGA A COBRAR! Tem dó, manda sinal de fumaça, gritinho, mentaliza, SE VIRA, mas avisa... pelo bem da minha pressão que vai aos céus se fico esperando (sinal de putice, ja´aviso).

E médico que você marca hora, se programa para chegar no horário e o ser atrasa? Duas horas! Fazer o que? Mudar de médico? Por que continuará atrasando, e este aqui já tem todos os seus exames passados e seu histórico. E ai? O que fazer?

Ou então tem aqueles que simplesmente NÃO VÃO! Olha, não tenho palavras educadas para descrever/definir isto. A pessoa não tem competência para criar um álibi rápido? Sua imaginação está fraca para criar uma desculpa? FILHO, SEJA DIGNO! Diga A VERDADE: não quero ir! É melhor, mais honesto e causa menos stress...

"Ah, encontrei alguém pelo caminho..." MANDA A PESSOA PASTAR  Faça seu social outra hora, bem... Ou seja direta: minha amiga está me esperando e ela incorpora um exu violento se a gente atrasa. E saia correndo, a pessoa entenderá... "Já estou descendo", a pessoa diz quando você liga dizendo que está na esquina... E você chega lá, liga o pisca-alerta e fica uns bons 20 minutos rezando para não ser assaltada. Quando a pessoa chega ela diz: "nossa, demorei né?" ou então "faz tempo que você está esperando?" Fico em silêncio mentalizando meu abraço em uma árvore, senão juro que não respondo por mim...

Acho que é isto... Fica a dica para você: respeite o horário alheio. Estou mais calma agora... E que fique bem claro: se eu disser para você que é a última vez que te espero, saiba uma coisa importantíssima a meu respeito: eu não blefo! Não acredita? ME TESTA!