O discurso dele: “Estamos perto do apocalipse! Ela se jogou pra cima de mim, demonstrando que só queria sexo mesmo, então, respeito zero a ela! Mas sabe, é melhor eu sumir porque é capaz dessa doida ficar no meu pé...”
O discurso dela: “Eu ainda acredito no amor. Enquanto não encontro a pessoa certa, que realmente esteja disposta a compartilhar comigo uma vida a dois, madura, é claro que me divirto por aí. Qual é o problema?”
Eles se conheceram em uma festa. Ela ficou encantada com a inteligência, com o bom humor e com as gentilezas dele. Eles saíram algumas vezes depois do primeiro encontro. É óbvio que ele, experiente, cumpriu todos os “protocolos”: levou-a a excelentes restaurantes conduzidos pelos mais renomados Chefs de São Paulo, ao cinema, a shows, teatros...além disso, não passava um dia sequer sem telefonar.
Ela, precavida, depois de já ter vivenciado tantos relacionamentos, não se impressionou com nada. Afinal de contas, todos esses programas ela está cansada de repetir com os inúmeros “pretendentes” que já passaram pelas mais de três décadas de sua vida. Além disso, ela é independente o suficiente para fazer qualquer programa sozinha ou com amigos. (Abro parênteses aqui para um comentário pessoal....meus queridos amigos homens, quando vocês vão realizar que não precisamos mendigar um jantar em restaurante caro? Se estamos a fim, vamos até lá e pagamos a conta! Concentrem nisso de uma vez por todas!)
Mas ok, ela também não queria cortar o clima... Se ele fazia tanta questão de cumprir todos os “protocolos”, ela só o observava....mal sabia ele que ela só estava esperando a reação dele após algumas noites de sexo...
Mais uma vez ela estava certa...Depois de algumas noites, ele desapareceu!
Por ironia do destino, ela o encontrou por acaso na noite de São Paulo meses depois. Ela se aproximou dele e disse que estava hospedada em um quarto de hotel. Deixou um bilhete no bolso da calça dele, com o número do quarto e disse que o esperava mais tarde.
Por óbvio, ele apareceu naquela noite para curtir mais uma noite com ela. E daí surgiu o discurso do apocalipse...
Ele realmente acredita que ela está envolvida com ele e somente o convidou para uma “noitada” para ver se conseguia reestabelecer o “contato” com ele.
Ela, por outro lado, tem certeza que ele não é o homem da sua vida. Ela sabe que eles não estão na mesma sintonia com relação à vida afetiva. Por outro lado, ela não vê problemas em se divertir.
Quem tem razão?
Difícil falar porque cada um tem a sua “verdade”, mas é fato que a falta de comunicação atrapalha qualquer tipo de relação.
Ao invés dos homens continuarem acreditando que em todas as relações, seja lá qual rótulo possuir (=peguetes, ficantes, amizades coloridas, etc), a mulher sempre se envolve primeiro do que eles e, portanto, o melhor a fazer é sumir, eles poderiam ser um pouco mais realistas e analisarem se realmente não valeria a pena uma conversa franca.
É bem mais simples dizer “Podemos nos dar bem saindo, nos divertindo e ponto final” do que ficarem fingindo uma situação para conseguirem algumas noites de sexo. Parece que só eles ainda não perceberam que as mulheres não são tão ingênuas assim.
Em resumo: o que está combinado não sai caro para ninguém e não fere o sentimento de ninguém. Se as duas pessoas estiverem de acordo em curtir alguns momentos juntos, que mal há nisso?
Certamente se ele tivesse disposto a ter essa conversa com ela, ela seria mulher o suficiente para deixar claro que dele, ela somente queria algumas noites de diversão e nada mais.
A.D.
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domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
“E todo mundo diz que Ele completa Ela...”
Luciana é uma mulher atraente, particularmente linda, elegante, inteligente, bem sucedida, bem humorada, segura e, às vezes, ácida. A acidez dela se manifesta especialmente no humor e na reação às atitudes que ela não considera agradável ou adequada às suas convicções. De todo modo, não é um defeito, pelo contrário, é a nota que a torna única, marcante!
Poucas pessoas conseguem perceber sua doçura. Somente os mais sensíveis notam que ela tem um coração enorme que quase não cabe nos seus quase 1,80 m de altura!
Por ironia do destino, ou por uma “coincidência”, durante um dia normalmente atribulado de trabalho, ela ingressou em uma das salas de reunião da empresa para qual trabalha, e, para a sua surpresa lá estava Ele. Praticamente Ela, só que de calças! Obviamente, naquele instante em que eles se conheceram Luciana ainda não sabia disso.
A reunião de trabalho durou meia hora, mas a conversa... ah, a conversa durou duas horas! Ele sentiu a doçura dela, notou seu sorriso, sua simpatia. Algo se completara entre eles, se encaixara...
A partir daquele instante, em razão de um projeto profissional, eles passaram a se encontrar todos os dias dos seis meses seguintes.
Todos ao redor tinham certeza do sentimento que eles desenvolviam um pelo outro, exceto eles.
Os dias foram recheados de surpresas, alegrias, tristezas, e, inexplicavelmente a intimidade entre os dois aumentava. Uma simples troca de olhares era suficiente para a comunicação.
O projeto acabou, a convivência diminuiu, o flerte diário deu lugar a encontros esporádicos. Ambos são solteiros e cheios de planos, só que com uma característica comum: o excesso de racionalidade. Sabe aquela necessidade de separar o profissional do pessoal? A Pessoa Física da Pessoa Jurídica? Pois então, este é um dos exemplos da manifestação da tal “racionalidade” ou, melhor, irracionalidade afetiva.
Eles um dia esperam superar essa barreira que os impede de viverem uma doce história de amor. Só depende deles, e de um primeiro passo...
A.D.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Réquiem de uma vida
[caption id="attachment_216" align="aligncenter" width="312" caption="FONTE: @olivreiro"]
[/caption]
Ela tem mania de analisar tudo e se pudesse defini-la em uma palavra... não, acho que não saberia, isso seria racionalizar demais.
Não tem tido vontade de sair de casa, certamente faz parte do ciclo – ela acredita na teoria de que a vida é feita de ciclos. Ela some, não atende o telefone; tem essa mania, todas as vezes que fica assim sem saber o que fazer, sem saber para onde correr, arrasada, devastada, cansada da vida, ela desaparece, não tem vontade de falar com ninguém, se isola do mundo.
Não é de hoje que a vida tem sido intransigente com ela, fazendo com que mudasse seus conceitos em relação a si mesma, pessoas, situações, mudasse o seu modo de pensar. “A ignorância é uma benção”, uma vez uma amiga lhe disse essa frase e cada vez mais ela começa a compreender o significado dessas palavras – realmente era mais leve ser “ignorante”.
Foram tantas mudanças, mudou tanto que já não consegue se identificar com pessoas que conviveu por tantos anos... não tem paciência, não quer ouvir, se decepciona com o egoísmo, com a mesquinharia, a futilidade de algumas delas – “talvez devesse ser mais egoísta”, ela pensa enquanto passa horas tentando concluir se tem conseguido aprender alguma lição com as surpresas que o destino lhe tem reservado nesses últimos anos.
Ela sente saudade também, perder uma pessoa realmente tão querida era muito difícil, doía o peito e faltava o ar. É, a vida com certeza estava querendo algo dela, talvez a missão fosse aprender a ser forte – ela pensa nisso todos os dias, enquanto coloca a cabeça no travesseiro e tenta dormir suas poucas horas de sono. Algumas lágrimas insistem em escapar quietinhas, de mansinho... Ah, se seu travesseiro falasse. Ele sim era o confessor de todos os seus segredos e dores e gritos abafados... Mas ele não fala. E ela confia nele por isto.
Enquanto isso torce para que dias melhores cheguem e para que esteja aprendendo as lições da vida. Estas têm sido épocas muito duras – vai passar, assim espera. Ela tenta se cuidar da melhor maneira possível e um dia se lembrará desse tempo, um tempo de aprendizado, de mudanças profundas, um divisor de águas - sem sombra de dúvidas.
Ás vezes ela pensa em dar um forward em sua vida, tentando apressar um futuro que não chega. O presente pode ser pesado, arrastado, difícil. Só esqueceram de avisar às adversidades que ela é uma sobrevivente, e sobreviventes não perdem as esperanças, mesmo quando tudo o mais está perdido. Ela não desistirá. Mesmo que tudo esteja contra ela e ela se sinta sozinha. Mesmo que tudo saia errado. Mesmo que seu mundo esteja por um fiapo.
Ela tem esperança. “O que não me mata me fortalece.” Seu céu está um pouco nublado por estes dias... Mas ela tem paciência e esperará pelo nascer do sol, demore o que demorar e custe o que custar. Enquanto o sol não chega trazendo notícias melhores, ela desabafa com seu travesseiro e aumenta o som do Ipod. O que ela escuta? Feche os olhos e imagine...
PS – “réquiem” é uma música triste, muito triste...
Analice
[/caption]Ela tem mania de analisar tudo e se pudesse defini-la em uma palavra... não, acho que não saberia, isso seria racionalizar demais.
Não tem tido vontade de sair de casa, certamente faz parte do ciclo – ela acredita na teoria de que a vida é feita de ciclos. Ela some, não atende o telefone; tem essa mania, todas as vezes que fica assim sem saber o que fazer, sem saber para onde correr, arrasada, devastada, cansada da vida, ela desaparece, não tem vontade de falar com ninguém, se isola do mundo.
Não é de hoje que a vida tem sido intransigente com ela, fazendo com que mudasse seus conceitos em relação a si mesma, pessoas, situações, mudasse o seu modo de pensar. “A ignorância é uma benção”, uma vez uma amiga lhe disse essa frase e cada vez mais ela começa a compreender o significado dessas palavras – realmente era mais leve ser “ignorante”.
Foram tantas mudanças, mudou tanto que já não consegue se identificar com pessoas que conviveu por tantos anos... não tem paciência, não quer ouvir, se decepciona com o egoísmo, com a mesquinharia, a futilidade de algumas delas – “talvez devesse ser mais egoísta”, ela pensa enquanto passa horas tentando concluir se tem conseguido aprender alguma lição com as surpresas que o destino lhe tem reservado nesses últimos anos.
Ela sente saudade também, perder uma pessoa realmente tão querida era muito difícil, doía o peito e faltava o ar. É, a vida com certeza estava querendo algo dela, talvez a missão fosse aprender a ser forte – ela pensa nisso todos os dias, enquanto coloca a cabeça no travesseiro e tenta dormir suas poucas horas de sono. Algumas lágrimas insistem em escapar quietinhas, de mansinho... Ah, se seu travesseiro falasse. Ele sim era o confessor de todos os seus segredos e dores e gritos abafados... Mas ele não fala. E ela confia nele por isto.
Enquanto isso torce para que dias melhores cheguem e para que esteja aprendendo as lições da vida. Estas têm sido épocas muito duras – vai passar, assim espera. Ela tenta se cuidar da melhor maneira possível e um dia se lembrará desse tempo, um tempo de aprendizado, de mudanças profundas, um divisor de águas - sem sombra de dúvidas.
Ás vezes ela pensa em dar um forward em sua vida, tentando apressar um futuro que não chega. O presente pode ser pesado, arrastado, difícil. Só esqueceram de avisar às adversidades que ela é uma sobrevivente, e sobreviventes não perdem as esperanças, mesmo quando tudo o mais está perdido. Ela não desistirá. Mesmo que tudo esteja contra ela e ela se sinta sozinha. Mesmo que tudo saia errado. Mesmo que seu mundo esteja por um fiapo.
Ela tem esperança. “O que não me mata me fortalece.” Seu céu está um pouco nublado por estes dias... Mas ela tem paciência e esperará pelo nascer do sol, demore o que demorar e custe o que custar. Enquanto o sol não chega trazendo notícias melhores, ela desabafa com seu travesseiro e aumenta o som do Ipod. O que ela escuta? Feche os olhos e imagine...
PS – “réquiem” é uma música triste, muito triste...
Analice
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