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segunda-feira, 9 de abril de 2012

É tempo de mudanças

Mudar é bom em todos os sentidos. No meu caso, mudar é necessário.

Eu ando descontente com algumas coisas, desiludida com pessoas e desacreditada de uma série de situações.
Estou com preguiça de uns e uma certa raiva de outros. Acho que a palavra certa é decepcionada.

Isto tudo vem me tornando impaciente, ou mesmo grossa de vez em quando. Para não ser mal educada, não estou me envolvendo nos problemas alheios, não me envolvo nas conversas e só dou minha opinião quando muito solicitada. Do contrário, cara de paisagem é o que há! Sim, há um toque de indelicadeza neste meu status quo.



Há uma texto bíblico que diz que há tempo para tudo. "Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz." (Eclesiastes 3:3-8)

Nos últimos tempos passei por quase todos desses "tempos" aí. Bom, agora é tempo de mudar.

É tempo de mudar tudo que me aborrece, mudar tudo que depende de mim. E o que não depender de mim, posso mudar a forma de encarar, de enfrentar, de lidar.

Sim, vou mudar meus planos, fazer coisas novas, ou pelos menos fazer de um jeito diferente. Vou olhar com outros olhos. Vou seguir outros conselhos. Vou dar ouvidos só ao que importa de verdade,  e só a quem me importa de verdade também. E quem me conhece sabe quem é que importa de verdade pra mim.

Mudar é bom se te faz bem. Não é fácil, mas vou pelo menos tentar. E querer tentar já é uma ótima primeira mudança.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Terapia online

Terapia online
Acho que a coisa mais difícil que tem é encararmos nossos sentimentos. Sabe? Falar em voz alta e ouvir o quanto parecemos idiotas? É tão difícil que eu estava usando “nós” agora no começo, quando na verdade deveria dizer “eu”. Acho que generalizar é isso, jogar nas costas dos outros algo que no fundo só quem acha é você.
Eu venho descobrindo que sou minha maior inimiga, eu me julgo, eu me saboto e eu sou dura comigo, sempre. Eu tenho diversos medos, e fico fugindo o quanto posso, mas isso não resolve. Fugir não resolve.
Eu estava pensando o quanto eu tenho medo de mudanças. E como uma boa fujona, é claro que tenho uma desculpa pra isso também -> todo mundo tem, em certo grau, um medinho do novo, do desconhecido e tal, super normal! <- Mas o fato é que eu fujo do “novo” mesmo! Até começo a enxergar o lado bom das coisas ruins só pra não meter a cara no mundo e tentar algo diferente.
Estou fazendo isso agora, estou deixando de escrever várias coisas que passaram na mente só pra não materializar os sentimentos.
É mais difícil admitir meus erros para mim mesma do que admitir para os outros. E aqui tem um ato-falho, porque quando eu escrevi “erro”, na verdade eu estava pensando em “sentimentos”. É como se eu achasse que meus sentimentos fossem errados. Sei lá. Mas é isso. Deve ser por isso que eu me importo com a opinião alheia.
Ultimamente eu tô fugindo de mim. Fiz coisas que me arrependi. Me senti um lixo. Chorei. E passou. Será? Acho que não passou não.
Sim sim, estou pensando e sentindo algo que eu não gostaria que estivesse, estou buscando responder perguntas as quais eu já sei as respostas, só tenho medo de admitir. Medo porque exigem mudanças, e já falamos disso hoje né?
Foi difícil achar uma imagem que tivesse a ver com o texto. Essa não diz tudo, mas diz um pouco:


PS.: sou péssima para títulos, então...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carta ao Papai Noel



São Paulo, 18 de Dezembro de 2011
Ao Papai Noel

Endereço: Polo Norte


Querido Papai Noel,

Estou um pouco preocupada porque moro em um apartamento em São Paulo, Brasil, e aqui não tem chaminé. Embora o aquecimento global já tenha causado grandes transformações no clima mundial, aqui na cidade onde moro ainda não neva. Tenho receio que o Senhor não consiga chegar ou morra de calor no meio do caminho...

Tudo bem que eu confesso que neste ano não fui uma boa menina 100% do tempo. Cometi alguns erros, senti raiva de algumas pessoas, fui intolerante com outras, mas olha, eu juro para você que refleti muito.

Seja como for, faça a sua avaliação e veja se o Senhor conseguirá atender ao meu único pedido: eu gostaria que as pessoas do mundo inteirinho se tornassem mais corajosas. Só isso. Coragem para encararmos os nossos defeitos, as nossas qualidades, as nossas mágoas, as nossas vitórias, os nossos fracassos, as nossas angústias, a nossa felicidade, os nossos devaneios, e, principalmente, os nossos desejos.

Ah, Papai Noel, como é difícil olhar para dentro de nós mesmos e depararmos com os fantasmas que aprisionamos...e libertá-los...como é difícil deixarmos de enxergar no outro a fonte dos nossos fracassos e dos nossos sucessos...como é difícil deixarmos para trás as nossas fantasias...

A maior lição de todos os tempos que alguém já nos ensinou foi aquela famosinha...“ama o seu próximo como [AMA] A SI...” Infelizmente a gente esquece dela em alguns momentos cruciais de nossas vidas...

Mas neste Natal, Papai Noel, eu não vou perder as esperanças! Tenho certeza que o Senhor não nos abandonará e trará a coragem suficiente para que cada um de nós possa dar um primeiro passo para a mudança interior, a ser feita exatamente naquilo que for necessário.

Um beijo,

Feliz Natal!

A.D.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O acaso basta



Sábado a noite, eu sozinha em casa pensando na vida...ultimamente ando pensando demais na vida...sobre as mudanças que pretendo concretizar e aquelas que já estou concretizando.... enfim, dentre vários assuntos, obviamente, também está inserido o tema afetividade.

Acabo de assistir um programa de televisão, cujos participantes estavam debatendo justamente o tema afetividade e a conclusão de um deles me chamou atenção: “É preciso minimizar a atuação do “acaso” nas relações amorosas atuais! Não há mais tempo para isso!”

Tudo bem, é fato que todo mundo anda sem tempo....muito embora o dia continue tendo 24 horas...

Às vezes acho que a falta de tempo é uma espécie de fuga, outras vezes entendo que é mazela das megalópoles solitárias...seja como for, a questão é que a maioria das pessoas (dentre as quais euzinha estou incluída) se pergunta onde estão as outras pessoas disponíveis (=solteiras; =no mercado), dispostas a iniciarem relacionamentos amorosos.

Será que realmente existe um lugar certo para que essas pessoas enganem o “acaso” e os “desencontros”, para finalmente se conhecerem e estabelecerem prática e eficazmente as condições para se relacionarem?

Pra falar a verdade, eu sempre acreditei no amor que acontece por acaso...meus ex-namorados/ficantes/amigos coloridos/peguetes/beliscos, enfim, eu os conheci na balada, bares, viagens, aviões, trens, taxis, supermercados, casa de amigos, praias, sempre com a ajudinha do “acaso”.

O problema é que o “acaso” não marca horário, não dá qualquer sinal de fumaça para que possamos nos preparar para encontrarmos o outro.  Um dos meus últimos namorados, por exemplo, eu conheci em um sábado a tarde no supermercado.  Pensem na cena: eu havia acabado de sair da sessão de drenagem linfática, com o cabelo todo cheio de creme (parecendo que não lavava há um mês), preso num coque bem do mal feito, de calça de moletom, blusinha de malha, tênis, sem maquiagem, sem salto alto....e ele me olhou de um jeito que fiquei pensando que havia alguém atrás de mim...não era possível que um homem poderia cogitar a possibilidade de flertar comigo naquele estadinho!!!

Os participantes do programa de televisão estavam comentando que a moda agora é marcar encontros pela internet. Os interessados se cadastram em sites de relacionamentos, informam suas preferências, acertam os detalhes do encontro pelo MSN e pronto: um “dating” express está marcado! Com a vantagem de você poder se produzir toda para o primeiro encontro e controlar, inclusive, qual será o programa para o almoço ou jantar, para que você não corra o menor risco de ser pega desprevenida com um pedaço de rúcula nos dentes....

Os que defenderam esse modelo de “dating express”,  diziam que o “acaso” é cruel, pois além de colocar as pessoas em situações constrangedoras, condena à solidão aqueles que não encontram seus pares.

Em contrapartida, outros participantes diziam que o “dating express” milita contra o romantismo e o mistério das relações amorosas, que são de suma importância para despertar o desejo dos envolvidos.

A par disso, com um aspecto muito importante todos os participantes concordaram: independentemente das relações amorosas se iniciarem por obra do “acaso” ou do “empreendedorismo” dos envolvidos, o que vale mesmo é o diálogo sincero. Não adianta inventar uma verdade para o outro, fazer joguinhos de sedução, do tipo, não vou falar o que eu sinto porque aí estarei me colocando nas mãos do outro...e por aí vai...fato é que mais cedo ou mais tarde, tudo vem à tona!

Eu, aqui, neste momento de reflexão, concordo que muitas coisas não foram ditas quando o que se tinha a dizer era um espontâneo eu te amo....

A.D.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tem dia que...



Tem dia que há muito a dizer

Tem dia que você se cala

Tem dia que amar te faz bem

Tem dia que o amor te faz mal

Tem dia que você quer um conselho

Tem dia que você quer um abraço

Tem dia que você não quer nada

Tem dia que você está feliz

Tem dias bons...

Tem dia que você acorda pra salvar o mundo

Tem dia que você sorri

Tem dia que você quer socorro

Tem dia que você quer muita gente ao redor

Tem dia que você não quer ver ninguém

Tem dia que você quer um campo

Tem dia que você quer asfalto

Tem os dias pra lembrar

Tem os dias pra esquecer

Tem dia que dói...

Tem dia que você odeia alguém

Tem dia que alguém te machuca

Tem dia que você machuca alguém

Tem dia que não passa

E tem dia que nunca chega

@rosannats

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quando bate a saudade...



Engraçado como às vezes pensamos que as coisas continuarão do jeito que estão e nos iludimos com um falso “para sempre”, mesmo sabendo que ele não existe.

Podemos pensar que o emprego atual será para o resto da vida, mas ocorre uma reviravolta e muda o rumo da nossa carreira.

Acreditamos em amizade eterna e sem perceber aqueles amigos que antes eram inseparáveis, já não tem mais contato.

Queremos morar até o fim de nossa vida em determinado lugar, porém devido a acontecimentos inesperados nos vemos obrigados a nos mudar e deixar para trás aquilo que, de alguma forma, fazia parte de nós.

Ao conhecermos aquela pessoa especial podemos pensar que ficaremos com ela para sempre, até que brigas, desentendimentos e mudanças no sentimento fazem com que aquela pessoa já não pareça mais tão perfeita como pensávamos.

Familiares e amigos que repentinamente, ou não, deixam esse mundo e levam consigo uma parte de nós que jamais poderemos recuperar, somente podemos aprender a lidar com o vazio que foi deixado.

E o que nos resta?

SAUDADES...

Saudades da infância... Quando o mundo parecia perfeito e as pessoas inocentes e inofensivas.

Saudades das amizades que vieram e se foram deixando boas lembranças ou cicatrizes... Às vezes ambos.

Saudades daquelas pessoas queridas que já não estão mais entre nós.

Saudades da sensação de ter tudo sob controle que vivenciamos diante uma conquista, onde tudo parece se encaixar perfeitamente...

É a saudade das coisas que não voltam mais... A saudade que não há solução...

Porém, de qualquer forma, a vida segue... E a vida é boa, MUITO boa...

Por isso temos que aproveitar as coisas que temos no presente e as pessoas que estão conosco agora para depois não nos arrependermos de nada e não ficarmos com aquele sentimento de que poderíamos ter feito mais ou que deveríamos ter dado mais valor quando algo ou alguém estava em nossa vida...

Marcella

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desapego


Existem momentos em nossas vidas em que nós precisamos praticar o famoso desapego, mas às vezes é difícil, muito difícil.

Não importa se precisamos nos desapegar daquele ex que mesmo te fazendo sofrer você ainda sente alguma coisa e sempre que ele te chama para conversar você é atenciosa; daquele emprego que não dá mais certo porque você não suporta e as horas passam na velocidade de meses; daquela roupa que você comprou e que hoje você não gosta ou não te serve, mas que por algum motivo que você não entende você não quer doá-la; daquele sapato que você usou uma vez, deixou seu pé em carne viva, mas que foi muito caro para simplesmente descartá-lo; daquele amigo que some por meses e age como se você não existisse, mas que esporadicamente reaparece e acha que é seu BFF. Quando chega a hora de seguir em frente, muitas vezes a separação pode ser sofrida.

Como lidar com isso?

Não sei!

Na verdade, acredito que cada um deve descobrir o seu próprio modo de lidar com o desapego, já que as pessoas são tão diferentes, porque nessas horas elas deveriam agir da mesma maneira, não é mesmo?

Cada um sabe a forma mais fácil de lidar com situações difíceis e é assim que deve ser.

Para uns, o melhor a fazer é manter distância (acredito que esse seja o meu método), porque quando é necessário deixar algo partir quanto menos contato tiver menor será a dor... Isso não quer dizer necessariamente deixar de ter contato com o que estiver em jogo para sempre, mas uma pausa, um distanciamento para que as idéias possam ser colocadas no lugar. Bate aquela vontade de fugir de tudo e de todos, de ficar um pouco sozinha... Porque todos precisamos de momentos de solidão para que possamos refletir sobre nós mesmos e sobre o que acontece em nossas vidas.

Quando nos apegamos a alguma coisa ou a alguma pessoa o que queremos é tê-la para sempre em nossas vidas, de certa forma, quando pensamos no desapego ficamos inseguros e essa insegurança muitas vezes não tem sentido, temos medo da mudança por não sabermos o que acontecerá no futuro. Porém, o que é a vida sem mudanças?

Nossas vidas mudam constantemente, por mais que sejam mudanças que passam despercebidas no cotidiano. Quando paramos para pensar como era nossa vida cerca de 5 anos atrás com certeza podemos perceber o quanto mudou...

Por mais que muitas vezes seja difícil, o desapego é necessário.

Quando nos damos conta de que precisamos nos desapegar, provavelmente é porque percebemos que algo não faz mais sentido em nossa vida. O que antes parecia ser necessário para viver, hoje já não faz tanto sentido.

É sempre difícil quando temos que sair da nossa “zona de conforto”, quando vamos lidar com o desconhecido, mas passar a vida inteira sem experimentar coisas novas e não ter momentos inesperados é simplesmente existir, sendo que se estamos aqui temos que realmente VIVER.

Precisamos praticar o desapego e enfrentar as mudanças como algo positivo que trará melhorias para o nosso crescimento!

Marcella

sexta-feira, 29 de julho de 2011

(re)começo



Amores, tudo bem? Espero que sim! Fim de julho, alguns escrevedores de férias e com isto o andamento das coisas fica comprometido. Mesmo para quem não está mais na escola fica tudo num ritmo diferente, já repararam nisto?

Devido a isto ficamos sem texto pra esta sexta-feira e pensei: não vou postar então. Mas ai parei um pouquinho e venho aqui fazer um convite a todos.

Gente, vamos aproveitar que agosto está chegando e aproveitar este mês para fazer aquela faxina? Doar o que não nos serve mais, o que nunca serviu, o que você ganhou e não gostou, o que você escolheu e se arrependeu, o que te serve mas já não dá mais? Que seja uma roupa, uma "amizade", um problema, aquele namorado que só te põe para baixo, aquela tristezazinha que se esconde dentro de você. Qualquer coisa, roupa também vale.

Vamos abrir a janela e deixar o sol entrar, não sem antes ficar alguns minutos sentindo aquele calorzinho, de olhos fechados? Vamos mentalizar coisas boas? Vamos deixar para trás tudo o que já foi e não volta? Vamos seguir em frente, de peito aberto e corpo fechado? Vamos sorrir mais e sofrer menos?

Vamos nos permitir?

Que todos consigam se libertar de seus fantasmas, e que este segundo semestre de 2011 seja um dos melhores de nossas vidas. Que nós consigamos dar às coisas a importância que elas merecem, sem mais nem menos. Que os dias sejam mais coloridos, regados a sorrisos daqueles de doer a barriga!

Desejo a todos dias melhores. Para sempre. E que este texto consiga te passar toda a esperança e energia positiva com as quais o digitei, em dois minutinhos corridos!

Vamos ver a vida lá fora, porque o tempo está passando e a gente não está se dando conta disto! VAMOS ESTAR FELIZES, o máximo que pudermos, e sempre que pudermos!

É o que desejo a vocês! E que assim seja! Amém!

Miranda (@karinakarinak)

domingo, 24 de julho de 2011

“E todo mundo diz que Ele completa Ela...”


Luciana é uma mulher atraente, particularmente linda, elegante, inteligente, bem sucedida, bem humorada, segura e, às vezes, ácida. A acidez dela se manifesta especialmente no humor e na reação às atitudes que ela não considera agradável ou adequada às suas convicções. De todo modo, não é um defeito, pelo contrário, é a nota que a torna única, marcante!

Poucas pessoas conseguem perceber sua doçura. Somente os mais sensíveis notam que ela tem um coração enorme que quase não cabe nos seus quase 1,80 m de altura!

Por ironia do destino, ou por uma “coincidência”, durante um dia normalmente atribulado de trabalho, ela ingressou em uma das salas de reunião da empresa para qual trabalha, e, para a sua surpresa lá estava Ele. Praticamente Ela, só que de calças! Obviamente, naquele instante em que eles se conheceram Luciana ainda não sabia disso.

A reunião de trabalho durou meia hora, mas a conversa... ah, a conversa durou duas horas! Ele sentiu a doçura dela, notou seu sorriso, sua simpatia. Algo se completara entre eles, se encaixara...

A partir daquele instante, em razão de um projeto profissional, eles passaram a se encontrar todos os dias dos seis meses seguintes.

Todos ao redor tinham certeza do sentimento que eles desenvolviam um pelo outro, exceto eles.

Os dias foram recheados de surpresas, alegrias, tristezas, e, inexplicavelmente a intimidade entre os dois aumentava. Uma simples troca de olhares era suficiente para a comunicação.

O projeto acabou, a convivência diminuiu, o flerte diário deu lugar a encontros esporádicos. Ambos são solteiros e cheios de planos, só que com uma característica comum: o excesso de racionalidade. Sabe aquela necessidade de separar o profissional do pessoal? A Pessoa Física da Pessoa Jurídica? Pois então, este é um dos exemplos da manifestação da tal “racionalidade” ou, melhor, irracionalidade afetiva.

Eles um dia esperam superar essa barreira que os impede de viverem uma doce história de amor. Só depende deles, e de um  primeiro passo...

A.D.

 

 

 

 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amor de Irmão


Dizem que tem amigos mais chegados que irmão. Eu digo que há irmãos que são mais que somente amigos.

Lembro que não gostei muito quando meu irmão nasceu, eu tinha 1 ano e 1 mês, mas apesar de nem saber falar ainda, acreditem... eu lembro! Lembro que queria ficar com a minha mãe e ela não podia me pegar no colo, eu não sabia o porquê, só sabia que a culpa era dele. Sim, tinha um menino que eu não conhecia no colo da minha mãe. Gente, é verdade, ainda me lembro da cena. Então, logo que ele nasceu, confesso que não gostei muito.

Quando éramos crianças, a gente brincava e brigava, brigava e brincava, um arranhava o outro, puxava o cabelo, e coisas do tipo, coisas assim de criança... cinco minutos depois já estava tudo bem de novo.

A gente inventava várias brincadeiras, fazia experiências, explorava caminhos novos, descobria lugares diferentes e fazia a maior bagunça. Sempre fomos cúmplices.

E se alguém fizesse algum mal para ele? Eu ficava furiosa, às vezes até partia para a briga. Uma vez bati num molequinho que tinha brigado com ele na escolinha que a gente ficava. Eu era meio encrenqueira, aí uma coisa juntou com a outra e pronto, bati no menino... no final ficamos de castigo, mas e daí? Na minha cabeça eu estava certíssima, cheia de razão, porque o molequinho era folgado mesmo.

Fomos crescendo e passamos por muitas coisas juntos. Viajamos sozinhos. Aprendemos a dirigir e a ir cada vez mais longe. Cada um com sua vida, com seus novos amores e desamores... foram muitas noites de conversas, de confissões, de confusões, de risadas, de conselhos, de consolos, de diversão. Cinemas, passeios, jogos. Me diz quem mais entenderia tão bem nossa família maluca? Sabe, tem coisa que não se explica, apenas se vive. E vivemos muitos momentos bons, alegres, tristes, eufóricos, incomparáveis, saudosos e únicos. Consequentemente, temos alguns amigos em comum, uns que conheci através dele, outros que ele conheceu através de mim. Amigos que levamos pro resto da vida.

O tempo foi passando e cada um precisou tomar seu rumo, seguir seu futuro, namoros, noivados, casamentos, famílias novas. São muitos acontecimentos e aperta pra caramba a saudade do meu irmão-amigo-companheiro-de-todas-as-horas.

É uma saudade que não é triste, é daquelas que faz abrir um sorriso gostoso no rosto, por causa das lembranças gostosas que vem na mente, passando em forma de um filme, de um curta, de um flashback.

São muitas as fases da vida, sim, e sei que muitas outras virão. E, mesmo que separados, de alguma maneira nós continuaremos juntos, porque a saudade fortalece e tempera esse amor fraterno, esse amor de irmão.

PS.: Ele não morreu, só se casou!

Rô

terça-feira, 12 de julho de 2011

Demissão


Susto para alguns e alívio para outros, certo é que mais cedo ou mais tarde todos os profissionais, um dia, invariavelmente, enfrentarão a situação. Pode ser que sejam demitidos, tenham que pedir demissão, ou ainda, tenham que demitir alguém.

Pra mim, demissão significa uma das modalidades de fechamento de ciclos na vida. Com o passar do tempo, apesar da pouca experiência, tomei consciência de que os desafios da vida são cíclicos. Pode reparar: se conseguimos nos desvencilhar deles com tranquilidade e sabedoria, desaparecem. Se não, meus amigos, a situação persiste...ou ainda, aquela determinada situação pode até desaparecer, mas a vida vai se encarregar de apresentar novamente o mesmo desafio pra que você consiga aprender, ou não...e assim por diante. É mais ou menos assim: mudam as personagens, o cenário, mas o enredo é o mesmo.

Não existem “culpados”, “senãos” ou “porquês”. Acredito que um ciclo se fecha porque a vida já te ensinou ou está querendo te passar algum “recado”.

Seja como for, independentemente da modalidade, seja com ou sem aprendizado, o gosto de fechar ciclos é amargo. Amarra na garganta...é difícil, mas é preciso digeri-lo.

No âmbito profissional, inúmeras são chances de colocarmos em prática aquilo que já sabemos e também de aprendermos, observando os outros profissionais que admiramos, e, principalmente lidando com aqueles que mais nos perturbam. Estes são os melhores laboratórios!

Não estou me referindo a aprendizado técnico, graduação, doutoramento, nada disso, mas sim, a auto conhecimento.

Precisamos aprender a identificar nossos talentos, nossas fraquezas e, principalmente nossos limites. Assim, acredito que conquistamos mais liberdade, serenidade e maturidade para colorirmos as nossas carreiras com as cores que quisermos. Em outras palavras, temos é que gastar nossas energias com as nossas próprias trajetórias! Simples assim.

E por que não aproveitamos o gosto amargo da demissão para uma faxina interior rumo ao sucesso?

A.D.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crônica de várias pessoas

Este texto foi sofrido, puxado, escrito a quatro mãos. Gostei do resultado final, mas ficou um gosto amargo na boca. Até agora não sei se o texto tem final feliz ou não...

Lê aí, reflete no final de semana e diz o que achou? Ajuda a tia!

That's all! Miranda!

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Com a mente cheia dos mais estranhos pensamentos e o coração dos sentimentos mais angustiantes ela tem passado os seus dias, talvez meses,  muitos meses se perguntando: “onde foi que eu errei?”

Ela não sabe a resposta. Levanta a cabeça. Volta no tempo, tentando descobrir quando foi que as coisas fugiram do seu controle, o exato momento em que tudo começou a sair diferente do planejado.

Talvez tenha feito as escolhas erradas no passado, porque não fazia sentido, todos os seus amigos, as pessoas com quem se formara e que conviveram com ela por tantos anos em fases diferentes, todas elas, sem exceção eram muito bem sucedidas, pareciam ter chegado onde queriam, cada uma do seu jeito, mas estavam lá seguras, com suas carreiras profissionais muito bem encaminhadas. Ao menos ela via isto, se bem que nunca fora muito boa em ler nas entrelinhas.

O raciocínio era simples: fizeram as escolhas corretas, trabalharam e agora estavam colhendo o que plantaram. Mas ela também sempre trabalhou e estava tudo indo “as mil maravilhas”, os ciclos todos sendo completados como mandava o figurino e de repente tudo mudou, a vida foi tomando um rumo diferente do que ela gostaria, diferente do que fora planejado.

“Talvez não deveria ter aceito aquela oportunidade...”, mas parecia tão sensato na época, afinal, era o que ela queria, a proposta era boa, ela quis mudar, tinha ambições, sonhos, muitas metas... Seus olhos ficam marejados...

“Deveria ter ficado onde estava!” sempre vem esse pensamento e ela tenta desviar; “É pior pensar assim, o que está feito, está feito!” Mas se sente culpada, uma eterna sensação de inadequação ronda seus dias, deveria ter continuado lá, pois se tivesse sido assim, as coisas teriam dado certo, ela estaria ótima, a vida estaria encaminhada como sempre quis.

Um completo caos, ela sente medo, como se estivesse caindo em um buraco que não tem fim, talvez uma montanha-russa, está à beira do desespero, odeia sentir culpa, odeia ter perdido o controle. Odeia. Ódio. Palavra forte que traz um gosto amargo à boca.

Sempre ouviu que a vida é feita de escolhas. E sempre se pergunta: “Será que a vida dá uma segunda chance pra quem fez a escolha errada?”. Ela espera que sim!

Ela olha para a janela e sorri. Hoje o céu está meio cinzento. Mas a esperança de dias coloridos em sua vida existem e são tão reais... quase palpáveis. Ela respira fundo e escreve no papel FIM. Não. Apaga. E escreve TO BE CONTINUED...

domingo, 26 de junho de 2011

Particular (i)maturidade amorosa

Gente, escrevedora nova. Está ainda em testes, e vocês decidem se ela fica ou não. A julgar pelo texto, por mim, tá contratada sem passar por estágio!

VEM GENTE! Uma ótima semana! Miranda

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Muito prazer, meu nome é...não importa...tenho uma profissão e trabalho considerados “conservadores e de sucesso”, tenho mais de trinta anos e tenho uma “vida” que caminha na santa paz, como o planejado. Digo tenho porque esta não é a pessoa que sou. Esta é a pessoa que represento. E muito bem.

Pois é, a vida vai muito bem desde que eu consiga manter o controle das situações. Naquilo que depende somente do meu esforço eu aprendi, depois de algumas cabeçadas, a traçar metas, planejar ações e colocá-las em prática. O resultado de cada ação pode não ser exatamente aquilo que planejo, mas no final o saldo é sempre positivo.

Mas o tema aqui é para falar sobre como eu, supostamente “madura e resolvida”, lido com relacionamentos amorosos depois dos trinta anos...mais precisamente para analisar o motivo pelo qual a minha idade cronológica está avançando, rapidamente, de maneira inversamente proporcional às minhas relações amorosas. Minha terapeuta tenta me convencer que me tornei mais seletiva.

Então...então....sempre que eu começo a frase com “então” é porque perdi o controle da situação... Bom, então, com esse meu perfil “controlador”, “objetivo” e “prático” eu não preciso dizer que as coisas se tornam bem complicadas no campo amoroso.

Não adianta adotar a receita traçar-metas-planejar-ações-e-colocálas-em-prática para os relacionamentos amorosos. (In)felizmente.

Imaginem um “plano de negócios” para atrair um homem interessante, com uma receita perfeita (aquela possível de se comprar na prateleira de livros de auto-ajuda). Certamente, depois de colocá-lo em prática, um homem inteligente, bonito, cheiroso, bom papo, mais velho, mais alto, com uma posição social igual ou melhor do que a sua, poderá se tornar seu namorado. Vocês viverão um relacionamento maduro, com muito carinho, compreensão, e, principalmente, com muitas trocas. Aprendi isso na terapia e gostei: agora estou pregando que relacionamentos amorosos precisam de TROCAS: doar e receber.

Simples, não? Nem tanto...principalmente quando o homem interessante está bem pertinho de você, no seu ambiente “controlado”, ou em qualquer situação na qual, “socialmente” falando, um de vocês representa uma ameaça às mediocridades inventadas (= padrões ditos sociais).

Confesso: não consigo lidar com isso! Simples assim. É horrível admitir isso, mas realmente me incomodo com as tais mediocridades inventadas. É o meu lado racional/controlador/preconceituoso falando mais alto do que o emocional...não sei explicar: simplesmente travo.

Quem me conhece como eu SOU, sabe que sou INTENSA. Feliz, eu vazo de felicidade. Triste, eu vazo de tristeza. Apaixonada, vazo de alegria e paixão. Sinto uma queimação no estômago...na verdade, não é no estômago, é na boca do estômago. Uma quentura que sobe para a garganta e causa uma palpitação no coração.

Imediatamente após identificar essa “queimação” parece que fico cega, burra e boba. Típica leitora de revistas para adolescentes: comodevoagirdiantedessasituação? Ligoounãoligo? Vouparecerridículaseeumanifestarmeuinteresse? Cabeounãocabetomarainiciativa? Seráqueestouincomodando? Seráqueelemequermesmo?

Fico enfurecida com a minha opção pelo racional. Mas é assim que venho agindo...tudo bem que ODEIO perder o controle da situação. ODEIO me sentir impotente para resolver essas questões amorosas. E mais: ODEIO esperar para que as coisas se resolvam.

Por outro lado, ADORO estar apaixonada. ADORO me sentir mais bonita. ADORO a idéia mágica do encontro entre duas pessoas que possam se amar incondicionalmente. E, principalmente, AMO a idéia de poder construir minha família ao lado do homem que for resultado deste encontro.

Confuso? Acho que no fundo o que me falta é coragem. Coragem para assumir meus desejos e deixar de lado um pouco a racionalidade.

Muito prazer, sou assim: INTENSA, com a minha particular (i)maturidade amorosa.

A.D.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O irresistível charme da insanidade




Uma amiga me sugeriu esse nada-fácil-tema! Fui dar uma pesquisada na internet para ver se encontrava inspiração e descobri que é o título de um livro do Ricardo Kelmer que, com toda certeza, eu vou ler!

O livro é uma historia de amor que fala sobre almas gêmeas, vidas passadas, dejavus e apesar de ultimamente não estar muito para histórias de amor, não pude deixar de pensar/divagar sobre o assunto.

Acho que pelo menos uma vez na vida as pessoas precisam se apaixonar. Sempre tive isso em mente e como a gente atrai o que transmite, assim foi... já fui loucamente apaixonada por um cara que não tinha nada a ver comigo (e fiquei com ele por anos a fio)! O amor realmente é cego... e no meu caso:  cego, surdo e mudo.

Sabe quando a gente encontra uma pessoa e parece que conhece essa pessoa de outras vidas e tem consciência que o certo seria se afastar, mas por mais que a gente tente não consegue e acha que vai morrer só com a vaga possibilidade disso acontecer? Pois bem...

Eu sentia isso o tempo todo e na minha cabecinha louca a gente se conhecia de outras vidas e era tudo como em um conto de fadas (alias, tem que ver isso aí viu... não faz bem pra cabeça das pobres crianças essas historias de cavalo branco e príncipe encantado) Só que eu não tinha nada de Bela Adormecida e muito menos ele de Príncipe Encantado, aí já viu, né...

Neste “irresistível charme da insanidade” eu fiquei entorpecida (gente, que palavra é essa?) por aquela grande mistura de sentimentos insanos que envolviam a nossa relação nada convencional, diga-se de passagem, já que éramos completamente diferentes e discordávamos em quase todas na maioria das questões.

Apesar de continuar achando a coisa mais linda do mundo esse negócio de encontrar a alma gêmea (que pode ser até um amigo, mas se formos falar sobre isso agora, vai virar um livro...) e não ser nem um pouquinho racional em relação aos assuntos do coração, hoje em dia acho sensato, necessário e imprescindível: PONDERAR!Antes tarde do que nunca, não é mesmo?!?!

E pra finalizar, me lembrei de duas frases do Caio (Fernando Abreu), que eu AMO:

“As mais nobres paixões são também as mais cadelas” e

“Dessa vez era um amor mais realista e não romântico: era um amor de quem já sofreu por amor."

É o que tem pra hoje minha gente! Bom final de semana!

Analice