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segunda-feira, 2 de julho de 2012

REFÉM DA VIDA

AND WE ARE BACK! Bom, hoje voltamos, não sei depois! Como a intenção do Escrevedores era fazer com que pessoas que NUNCA tiveram blog postassem, a vida vai mudando, seguindo, e ele às vezes fica parado... Quando alguma das Emilies precisa se livrar de algo, vomita num texto e a gente posta aqui. Como o texto de hoje, que arrisco dizer ser um dos melhores já postados! E muitos poderão dizer "poxa, parece que foi escrito para mim..."

Vamos la então! E quem quiser escrever, as emilies novas ou antigas, me procurem... Cuidarei de todos com carinho. Afinal Miranda Oprah Winfrey é a chefe dos sonhos, e este é um emprego pelo qual milhões de pessoas lutariam para tê-lo...

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Sobrevivi a mais um domingo. “Tudo vai dar certo” é a frase que não sai da minha cabeça. Repito milhões de vezes pra ver se acredito. Tenho que acreditar, porque se não for isso, qual a razão de estar aqui, não é mesmo? De levantar da cama e encarar mais um dia.

Tenho pensado muito em relação as escolhas e o livre arbítrio. E ultimamente uma duvida vem me assombrando. Aparece assim, a qualquer hora, no meio do dia, no meio da noite, ela fica lá, martelando na minha cabeça que insiste em pensar demais (sempre foi assim). Não sei se é certo ficar se culpando pelas escolhas erradas (???)  que a gente faz na vida, não sei se são APENAS elas que definem em quem a gente se transformará um dia ou aonde iremos chegar no final de tudo. Será que já não foi tudo escrito e a gente só está aqui interpretando um papel que nos foi imposto?

Muitas vezes acho que não temos controle em relação a maioria das situações.Digo isso porque mesmo quando tento fazer planos e acho que está tudo milimetricamente calculado, calculado do tipo “impossível dar errado”, vem a vida, essa linda e muda tudo. Refém da vida (bonito isso), tenho me sentido assim.

Aí outro dia uma amiga me disse: “Acho que a gente vem com o roteiro pronto e as coisas que tem que acontecer vão acontecer. O livre arbítrio é o jeito com que a gente decide lidar com esses acontecimentos”. Não sei vocês, mas pra mim faz sentido. Sempre preciso encontrar um sentido pra tudo. Meu jeitão.

Tem muita coisa acontecendo e não tenho tido controle algum em relação a essas “coisas”. A vida, a linda, anda me pregando algumas peças. Pra ser sincera, tem me apresentado uma sucessão de pegadinhas do Mallandro sem fim.

“E se eu não tivesse saído daquele emprego?”. “E se eu tivesse escolhido outra profissão?”. “E se eu tivesse feito o que eu (acho) que gosto?”. “E se eu tivesse feito o que os meus pais queriam que eu fizesse?”. “E se eu não tivesse perdido tanto tempo naquele relacionamento?”. Poderia ficar aqui até amanhã escrevendo uma lista imensa de “E se eu tivesse feito outra coisa eu teria sido mais feliz...”.

E chego a conclusão que a única coisa que a gente pode fazer é tentar viver o presente e ir se adaptando conforme as coisas vão acontecendo (pra não enlouquecer mesmo, questão de sobrevivência).

Cansei de pensar demais, cansei de fazer planos. Crise de meia idade? Não sei ao certo. O que eu sei é que cheguei na metade da vida e não fiz nem metade das coisas que queria ter feito, não conheci metade dos lugares que gostaria de ter conhecido e não fui feliz o quanto (acho) que mereço.

Portanto, daqui pra frente, vou deixar as coisas acontecerem, vou pensar menos, vou me preocupar menos, vou botar a cabeça no travesseiro antes de dormir e acreditar que amanhã vai ser um novo dia, cheio de novas possibilidades. Vou parar de ser tão racional e realista (Pessimista. Quem nunca?). Deixar o barco correr e me adaptar as situações que a vida tem me imposto.

“Prisão no passado gera tristeza. Prisão no futuro gera ansiedade. Entretanto, em relação ao presente podemos tudo. É o mínimo que a vida nos oferece em prol da nossa liberdade”.

É isso: decidi que TUDO VAI DAR CERTO!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Terapia online

Terapia online
Acho que a coisa mais difícil que tem é encararmos nossos sentimentos. Sabe? Falar em voz alta e ouvir o quanto parecemos idiotas? É tão difícil que eu estava usando “nós” agora no começo, quando na verdade deveria dizer “eu”. Acho que generalizar é isso, jogar nas costas dos outros algo que no fundo só quem acha é você.
Eu venho descobrindo que sou minha maior inimiga, eu me julgo, eu me saboto e eu sou dura comigo, sempre. Eu tenho diversos medos, e fico fugindo o quanto posso, mas isso não resolve. Fugir não resolve.
Eu estava pensando o quanto eu tenho medo de mudanças. E como uma boa fujona, é claro que tenho uma desculpa pra isso também -> todo mundo tem, em certo grau, um medinho do novo, do desconhecido e tal, super normal! <- Mas o fato é que eu fujo do “novo” mesmo! Até começo a enxergar o lado bom das coisas ruins só pra não meter a cara no mundo e tentar algo diferente.
Estou fazendo isso agora, estou deixando de escrever várias coisas que passaram na mente só pra não materializar os sentimentos.
É mais difícil admitir meus erros para mim mesma do que admitir para os outros. E aqui tem um ato-falho, porque quando eu escrevi “erro”, na verdade eu estava pensando em “sentimentos”. É como se eu achasse que meus sentimentos fossem errados. Sei lá. Mas é isso. Deve ser por isso que eu me importo com a opinião alheia.
Ultimamente eu tô fugindo de mim. Fiz coisas que me arrependi. Me senti um lixo. Chorei. E passou. Será? Acho que não passou não.
Sim sim, estou pensando e sentindo algo que eu não gostaria que estivesse, estou buscando responder perguntas as quais eu já sei as respostas, só tenho medo de admitir. Medo porque exigem mudanças, e já falamos disso hoje né?
Foi difícil achar uma imagem que tivesse a ver com o texto. Essa não diz tudo, mas diz um pouco:


PS.: sou péssima para títulos, então...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

INCONVENIENTE



Ao longo da vida acho que todos nos deparamos com seres inconvenientes, não é mesmo?

Pessoas que, por algum motivo, têm certas atitudes que não dá para entender e que irritam MUITO.

Sabe quando você está em uma conversa particular e você quase precisa abrir um guarda-chuva porque chove ganso? Ou então porque o quilo do pescoço entrou em oferta?

Existem pessoas que não sabem qual é a sua posição dentro do ambiente em que se encontram e acho que para tentar não se sentir de fora do contexto, acabam se intrometendo na conversa alheia... Sem serem chamados e com comentários mais que DESNECESSÁRIOS.

Ou então quando o ser não tem o que falar e fala besteira ao invés de ficar quieto. Parece que não sabe que às vezes é melhor se calar e deixar as pessoas pensarem que você é tolo do que abrir a boca e não deixar dúvida alguma.



 

 

 

 

 

Porém, acho que o que mais irrita é aquela pessoa que acha que é melhor que todo mundo, pensa que é dona da verdade e ainda por cima, não sei por que motivo acredita que todas as pessoas ao seu redor a admiram, quando na verdade ninguém a suporta.

Às vezes eu acho que é ingenuidade...

Às vezes eu acho que é falta de semancol...

Às vezes eu acho que a pessoa sente prazer em ser desagradável...

E às vezes eu acho que a pessoa adora tentar ser o centro das atenções...

Em alguns casos acredito que seja um mix de todas essas coisas...

E o que fazer quando nos deparamos com esse tipo de gente?

- Bater boca loucamente até alguém desistir da discussão e sair um “vencedor”?

- Tentar explicar para a pessoa de um jeito sutil e amigável que o comportamento dela não está legal e que ela deveria reavaliar sua postura?

- Fazer um torniquete no pescoço do ser em um momento em que a nossa irritação chegar ao limite?

- Ignorar?

Acho que se a pessoa é minha amiga eu tento sentar para conversar e falo o que eu penso... Caso contrário... Apesar da vontade de fazer um torniquete se tornar uma constante... Eu opto por ignorar, pois não vale a pena nos desgastarmos com certas coisas ou pessoas...

Muitas vezes os prejudicados somos nós mesmos que só aumentamos nosso nível de stress...

Às vezes simplesmente não vale à pena o desgaste...

A única coisa que eu tenho certeza é que a vida ensina lições para nós e que enquanto não aprendermos e enxergarmos o que temos que mudar, continuaremos “apanhando” até aprender.

De gente inconveniente eu quero distância, mas se não for possível eu prefiro ignorar.

Marcella

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jantar Dançante



Na última sexta-feira, recebi um email de uma amiga me convidando para um “Jantar Dançante” em comemoração aos dez anos de formatura do curso de Direito. O mesmo email estendia o convite aos maridos, esposas, namorados, noivos, filhos, etc.

Minha primeira reação: UAUUUUU!!!! DEZZZZZ ANOS!!!! Caramba... o tempo passou mesmo!!! Tudo bem que eu já tinha reparado nisso, especialmente nos quilos a mais que a balança insiste em apontar, nos cabelos brancos, nas rugas perto dos olhos, na textura da pele... sim, amigos, muita coisa mudou.

Eu confesso que não tinha parado pra pensar muito nesse lance de dez anos de formatura, mas depois do convite parece que “realizei” a informação e estou “ruminando” o assunto desde então...

Pois é, quando ingressei no curso de Direito, eu tinha uma visão um pouco romântica da profissão. Com o passar de uma década, perdi um pouco do romantismo, mas isso é assunto para um outro post...

Resolvi escrever este texto sob a ótica da minha vida pessoal porque foi exatamente aí que a minha inquietude encontrou guarida.

Quando eu era mais jovem, por volta dos meus vinte anos, fiz planos. Natural. Sabe aquele lance de querer plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho? Pois bem, além destas três metas, imaginei que eu iria terminar a faculdade, cursar pós graduação, ter um bom emprego, casar, e, depois de dez anos de formada, imaginei que minhas preocupações seriam com a educação dos meus filhos.

Dez anos se passaram e eu posso dizer a vocês que concretizei alguns planos, mas nem todos. E não na ordem que planejei. A árvore eu plantei. Alguns homens importantes passaram na minha vida, mas não me casei. Também não tive filhos. O emprego bom demorou, mas veio. Algumas coisas excelentes, que não estavam nos meus planos, também acabaram acontecendo.

Durante esses dois dias de reflexão estou chegando a conclusão de que a formatura representou um marco importante na minha vida. Fato. Depois dela, amadureci profissionalmente e pessoalmente.

Não me importa muito que eu ainda não tenha realizado tudo que eu sempre sonhei. Tenho ainda muita coisa pra fazer e hoje meus desejos também aumentaram. Os “quereres” antigos, ainda não concretizados, ganharam outra roupagem. Estão mais refinados...

O mais importante é que continuo esperançosa. Mesmo com alguns anos a mais, uma suposta maturidade, continuo caindo, levantando, tropeçando, dando um passo para o lado...mas o foco é seguir adiante. Sempre em frente.

Ah, e estou animadíssima para o Jantar Dançante! Certeza que será excelente reencontrar os bons e velhos amigos!

A.D.