quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Terapia online

Terapia online
Acho que a coisa mais difícil que tem é encararmos nossos sentimentos. Sabe? Falar em voz alta e ouvir o quanto parecemos idiotas? É tão difícil que eu estava usando “nós” agora no começo, quando na verdade deveria dizer “eu”. Acho que generalizar é isso, jogar nas costas dos outros algo que no fundo só quem acha é você.
Eu venho descobrindo que sou minha maior inimiga, eu me julgo, eu me saboto e eu sou dura comigo, sempre. Eu tenho diversos medos, e fico fugindo o quanto posso, mas isso não resolve. Fugir não resolve.
Eu estava pensando o quanto eu tenho medo de mudanças. E como uma boa fujona, é claro que tenho uma desculpa pra isso também -> todo mundo tem, em certo grau, um medinho do novo, do desconhecido e tal, super normal! <- Mas o fato é que eu fujo do “novo” mesmo! Até começo a enxergar o lado bom das coisas ruins só pra não meter a cara no mundo e tentar algo diferente.
Estou fazendo isso agora, estou deixando de escrever várias coisas que passaram na mente só pra não materializar os sentimentos.
É mais difícil admitir meus erros para mim mesma do que admitir para os outros. E aqui tem um ato-falho, porque quando eu escrevi “erro”, na verdade eu estava pensando em “sentimentos”. É como se eu achasse que meus sentimentos fossem errados. Sei lá. Mas é isso. Deve ser por isso que eu me importo com a opinião alheia.
Ultimamente eu tô fugindo de mim. Fiz coisas que me arrependi. Me senti um lixo. Chorei. E passou. Será? Acho que não passou não.
Sim sim, estou pensando e sentindo algo que eu não gostaria que estivesse, estou buscando responder perguntas as quais eu já sei as respostas, só tenho medo de admitir. Medo porque exigem mudanças, e já falamos disso hoje né?
Foi difícil achar uma imagem que tivesse a ver com o texto. Essa não diz tudo, mas diz um pouco:


PS.: sou péssima para títulos, então...

sábado, 31 de dezembro de 2011

HAPPY NEW YEAR!!!

Oi gente! Esse ano foi cheio de grandes mudanças e acredito que foi para todo mundo assim, não foi? Eu acho que sim.


Pra quem acha que "esse ano foi horrível" e "que bom que ele acabou", eu digo que às vezes a gente aprende e cresce muito mais em meio às circunstâncias difíceis, porque se tudo fosse super fácil qual seria o sabor da tão desejada VITÓRIA?! Insosso e sem graça?!


Mas a gente estava falando de grandes mudanças né? Eu já disse aqui que morro de medo das mudanças? Não? É gente! Elas não são muito minhas amigas... sempre trazem uma tal de saudade junto. UÓ!! E hum... fechar ciclos não é pra mim (ainda! pois tô aprendendo! \o/). Sim, vou sentir muita saudade de 2011.


Esse ano decidi encarar meus fantasmas e medos, e estou botando eles para correr. De vez em quando eles vêm e me pegam desprevenida, mas vencer essas coisas é algo progressivo. I know. I can! 


Também conheci pessoas inesquecíveis, amigos novos, fortaleci antigas amizades, aprendi a lidar melhor com o ser humano (que é imprevisível demais, não acham?), cantores novos, seriados novos, músicas novas, lembranças novas ;)


Nada como incrementar e atualizar nossa biblioteca de recordações!


E muito importante: ME FORMEI!!! RÁAAAAA! Foram 4 anos, 8 semestres, 57 matérias, 18 PEDP, 201 horas complementares, 2 substitutivas (olha que legal, pelo menos não sou nerd hahaha), 0 reavaliação, 0 DPs e 9,5 no TCC [e não posso esquecer dos 10 quilos a mais] \o/ Uhuuuuuuuu! Estou oficialmente formada! Congratulations!


Minhas resoluções para 2012?

Sim! Que 2012 nos surpreenda! Que seja perfeito! Que tudo que Deus tem reservado de melhor aconteça logo, neste novo ano que vai entrar daqui a algumas horas... Isso é o que eu desejo para todos nós!

Compartilho com vocês meus planos para 2012:
  1. Ser MUITO FELIZ, sim sim sim!
  2. Não me sabotar mais, ser mais light comigo e pensar mais em mim
  3. Fazer aula de dança
  4. Entrar na academia  e perder os benditos 10 quilos
  5. Terminar o curso de inglês
  6. Estudar para a prova da ANPAD
  7. E me tornar uma Andy (viu MOP?!?!?!?!?! hahaha)

E quais são suas resoluções para 2012? Seus lindos <3

Contagem regressiva 3, 2, 1!!!


Feliz Ano Novo!!!


PS.: Se você não entendeu a parte da Andy e MOP, vai lá ler os primeiros textos... corre!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carta ao Papai Noel



São Paulo, 18 de Dezembro de 2011
Ao Papai Noel

Endereço: Polo Norte


Querido Papai Noel,

Estou um pouco preocupada porque moro em um apartamento em São Paulo, Brasil, e aqui não tem chaminé. Embora o aquecimento global já tenha causado grandes transformações no clima mundial, aqui na cidade onde moro ainda não neva. Tenho receio que o Senhor não consiga chegar ou morra de calor no meio do caminho...

Tudo bem que eu confesso que neste ano não fui uma boa menina 100% do tempo. Cometi alguns erros, senti raiva de algumas pessoas, fui intolerante com outras, mas olha, eu juro para você que refleti muito.

Seja como for, faça a sua avaliação e veja se o Senhor conseguirá atender ao meu único pedido: eu gostaria que as pessoas do mundo inteirinho se tornassem mais corajosas. Só isso. Coragem para encararmos os nossos defeitos, as nossas qualidades, as nossas mágoas, as nossas vitórias, os nossos fracassos, as nossas angústias, a nossa felicidade, os nossos devaneios, e, principalmente, os nossos desejos.

Ah, Papai Noel, como é difícil olhar para dentro de nós mesmos e depararmos com os fantasmas que aprisionamos...e libertá-los...como é difícil deixarmos de enxergar no outro a fonte dos nossos fracassos e dos nossos sucessos...como é difícil deixarmos para trás as nossas fantasias...

A maior lição de todos os tempos que alguém já nos ensinou foi aquela famosinha...“ama o seu próximo como [AMA] A SI...” Infelizmente a gente esquece dela em alguns momentos cruciais de nossas vidas...

Mas neste Natal, Papai Noel, eu não vou perder as esperanças! Tenho certeza que o Senhor não nos abandonará e trará a coragem suficiente para que cada um de nós possa dar um primeiro passo para a mudança interior, a ser feita exatamente naquilo que for necessário.

Um beijo,

Feliz Natal!

A.D.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

metamorfose da alma

Queridos leitores, tudo bem? Aqui é Miranda Priestley, a "dona" do blog. Como vocês sabem, nenhum dos escrevedores pertence a este mundo tecnológico, e todos ganham seu pão matando os leões lá fora no mundo real. Para 2012 esperamos novos membros, novos textos, novos leitores. Mudando sempre, e para melhor!

Apresento aqui então uma leitora fiel que, digamos, está em teste. Ela fica ou ela sai? Vocês decidem (mentira, mas quero que vocês achem que mandam aqui. Só que o poder é meu! RARARA (risada de bruxa)). Carolina também nunca teve blog, moça bonita, menina mulher. Este é seu primeiro texto na vida para um blog, e como eu e vocês sabemos, a coisa daqui para a frente só melhora... e vicia!

Bem-vinda Carolina! A família Escrevedores te acolhe!

VAI LÁ LER AGORA GENTE! Tô mandando! Mentira, estou pedindo! Beijos e até a próxima! MOP!

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Mudança de vida, energia, deixar comportamentos de lado, renovar, trabalhar, estudar, aprender, se libertar.

Somente com o vôo de um pássaro você descobre o tempo da mudança, o minuto que se renova e se torna novo a cada sensação, a cada paisagem nova, a cada momento liberto das amarras da crosta terrestre.
Somente a natureza sabe a beleza da existência, ela tem inteligência suficiente para se renovar, e não estagnar suas energias, bloquear seus sentimentos, entrevar-se em uma determinada situacao! É tempo de voar e conhecer o vôo da gaivota que por esses olhos nunca foram explorados.

Vida, vida, vida. Cada um leva de um jeito e não há regras para ela, existem reações sobre as ações e essas reações nos influenciam, nos entristecem, nos encatam, nos alegram, nos prendem e nos faz existir ou simplesmente estar em algum lugar. Estar.. Por que estar?

E não existir. Para deixar de estar, precisamos primeiro existir, sentir, saborear, sentir cheiros, toques, ouvir, criar, mexer-se e voar. Quero voar...  Voar pela vida, voar pelo mundo... Quero conhecer, aprender e ser como a natureza!

Rezar, meditar, se autoconhecer, criar novas regras, criar novos sonhos, novos estilos, novos métodos de trazer a vida.

Carolina

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cansou...



Ah.... eu cansei de tudo, e de quase todos, cansei do mesmo sabe?

Não tem nada de novo, mesmos amores, mesmos desamores, mesmas conversas, mesmas rasgações de seda aqui e acolá, eu gosto de algumas pessoas (isso mesmo, não sou obrigada gostar de todo mundo), mas não preciso ficar dizendo isso o tempo todo, se eu tiver que reafirmar isso toda vez fica cansativo entende?

Eu amo minhas amigas, mas não dá pra sair com elas os sete dias da semana. Adoooro ler textos, e me descobri este ano apaixonada por blogs, mas cansei um pouco de do quê aos meus olhos parecem preconceitos disfarçados de é-só-a-minha-opinião.

Gosto do face, do twitter e tal, mas e esse povo que fala as besteiras que quer, mas critica o perfil alheio o tempo todo... ai que preguiça!

Cansei da vida fora dos teclados também, cansei dos personagens vividos dia-a-dia pelos chefes, pelos subordinados e pelos bajuladores.

Ando impaciente com gente besta, chata e feia de caráter... mas que b@#$%T@ esse povo se reproduz como praga e suga minhas energias como parasita!

Estresse acumulado, TPM, mimimi? Quem sabe.

Não tô muito a fim que gente chata também, e isto ME inclui nesse momento.

Até mais seus lindos!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PS: eu não te amo mais - O reencontro



Eu jurei pra mim que não iria mais tocar no assunto...em vão.  A vida se encarrega de nos colocar a todo instante em situações que nos permite fazer novas escolhas, e infirmar ou confirmar as escolhas já feitas.

Eu até já havia publicado aqui no blog um texto um tanto quando romantizado sobre a minha ultima paixão avassaladora, cujo final escrevi em letras garrafais: “EU SINTO MUITO. EU NÃO TE AMO MAIS”.

Meses se passaram, e eu encarei o custoso processo de modificação de padrões de comportamentos e emoções em razão de uma escolha racional: “eu não te amo mais”.

A expressão, por certo, não é a mais adequada porque a opção por não amar mais alguém não pode ser tão racional assim...não pra mim, pelo menos, que sou emoção pura, na versão mais rudimentar que alguém possa imaginar...

Seja como for, no início do processo eu pensava nele todos os dias, aliás, muitas horas por dia...por inúmeras razões, mas principalmente pelo fato de sermos vizinhos. Eu tinha pavor de cogitar a possibilidade de encontrar com ele na padaria, no supermercado, no parque, no meio da rua, ou em qualquer outro lugar...não antes do meu corpo inteirinho assimilar que eu não podia mais amá-lo.

Já contei também no outro texto que escrevi que eu voltei pra terapia. Na primeira sessão eu disse à minha terapeuta: “ótimo, estou dilacerada, a escolha foi racional, minha, sei o que estou fazendo e estou disposta a pagar este preço. Agora, por favor, me ajuda, o que eu faço para doutrinar meu corpo, minha mente e minhas emoções sobre essa nova realidade? Eu faço tudo o que você recomendar: se for preciso, correrei dez voltas no quarteirão de casa todos os dias, subirei de joelhos as escadas para chegar até o décimo quinto andar do prédio onde trabalho, sério, estou disposta.”

Por óbvio que eu não precisei fazer nada disso, os dias foram passando, eu já não pesava tanto nele assim...não todos os dias...outros homens desviaram minha atenção, ainda que por alguns instantes, até que na semana passada, deitei no divã e falei: “estou curada. Sério, não consigo me lembrar qual foi a última vez que pensei nele. Não consigo mais visualizar o rosto dele. Eu até parei de fugir do fantasma dele na padaria, no supermercado, na rua, no parque...aliás, eu não sei sequer se ele ainda vive.”

Pois é, por ironia (ou não) do destino, hoje eu vi que ele ainda vive. E não só vive, como está casado com a Pessoa que ligou pra ele às duas horas da manhã, naquela fatídica madrugada que dormíamos juntos. Encontrei com os dois no supermercado.

Posso falar uma coisa? Não me arrependo nem por um instante de ter tomado a decisão de afastar da minha vida um homem incapaz de fazer suas escolhas. E sabe, dentro daquilo que eu acredito (agora estou 100% falando de mim), acho que a pessoa que se omite em relação aos desafios da vida, também está fazendo uma escolha. A escolha de desperdiçar a oportunidade de assumir seus desejos. Mas neste caso, isso é problema dele. 

A.D.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O acaso basta



Sábado a noite, eu sozinha em casa pensando na vida...ultimamente ando pensando demais na vida...sobre as mudanças que pretendo concretizar e aquelas que já estou concretizando.... enfim, dentre vários assuntos, obviamente, também está inserido o tema afetividade.

Acabo de assistir um programa de televisão, cujos participantes estavam debatendo justamente o tema afetividade e a conclusão de um deles me chamou atenção: “É preciso minimizar a atuação do “acaso” nas relações amorosas atuais! Não há mais tempo para isso!”

Tudo bem, é fato que todo mundo anda sem tempo....muito embora o dia continue tendo 24 horas...

Às vezes acho que a falta de tempo é uma espécie de fuga, outras vezes entendo que é mazela das megalópoles solitárias...seja como for, a questão é que a maioria das pessoas (dentre as quais euzinha estou incluída) se pergunta onde estão as outras pessoas disponíveis (=solteiras; =no mercado), dispostas a iniciarem relacionamentos amorosos.

Será que realmente existe um lugar certo para que essas pessoas enganem o “acaso” e os “desencontros”, para finalmente se conhecerem e estabelecerem prática e eficazmente as condições para se relacionarem?

Pra falar a verdade, eu sempre acreditei no amor que acontece por acaso...meus ex-namorados/ficantes/amigos coloridos/peguetes/beliscos, enfim, eu os conheci na balada, bares, viagens, aviões, trens, taxis, supermercados, casa de amigos, praias, sempre com a ajudinha do “acaso”.

O problema é que o “acaso” não marca horário, não dá qualquer sinal de fumaça para que possamos nos preparar para encontrarmos o outro.  Um dos meus últimos namorados, por exemplo, eu conheci em um sábado a tarde no supermercado.  Pensem na cena: eu havia acabado de sair da sessão de drenagem linfática, com o cabelo todo cheio de creme (parecendo que não lavava há um mês), preso num coque bem do mal feito, de calça de moletom, blusinha de malha, tênis, sem maquiagem, sem salto alto....e ele me olhou de um jeito que fiquei pensando que havia alguém atrás de mim...não era possível que um homem poderia cogitar a possibilidade de flertar comigo naquele estadinho!!!

Os participantes do programa de televisão estavam comentando que a moda agora é marcar encontros pela internet. Os interessados se cadastram em sites de relacionamentos, informam suas preferências, acertam os detalhes do encontro pelo MSN e pronto: um “dating” express está marcado! Com a vantagem de você poder se produzir toda para o primeiro encontro e controlar, inclusive, qual será o programa para o almoço ou jantar, para que você não corra o menor risco de ser pega desprevenida com um pedaço de rúcula nos dentes....

Os que defenderam esse modelo de “dating express”,  diziam que o “acaso” é cruel, pois além de colocar as pessoas em situações constrangedoras, condena à solidão aqueles que não encontram seus pares.

Em contrapartida, outros participantes diziam que o “dating express” milita contra o romantismo e o mistério das relações amorosas, que são de suma importância para despertar o desejo dos envolvidos.

A par disso, com um aspecto muito importante todos os participantes concordaram: independentemente das relações amorosas se iniciarem por obra do “acaso” ou do “empreendedorismo” dos envolvidos, o que vale mesmo é o diálogo sincero. Não adianta inventar uma verdade para o outro, fazer joguinhos de sedução, do tipo, não vou falar o que eu sinto porque aí estarei me colocando nas mãos do outro...e por aí vai...fato é que mais cedo ou mais tarde, tudo vem à tona!

Eu, aqui, neste momento de reflexão, concordo que muitas coisas não foram ditas quando o que se tinha a dizer era um espontâneo eu te amo....

A.D.