terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desapego


Existem momentos em nossas vidas em que nós precisamos praticar o famoso desapego, mas às vezes é difícil, muito difícil.

Não importa se precisamos nos desapegar daquele ex que mesmo te fazendo sofrer você ainda sente alguma coisa e sempre que ele te chama para conversar você é atenciosa; daquele emprego que não dá mais certo porque você não suporta e as horas passam na velocidade de meses; daquela roupa que você comprou e que hoje você não gosta ou não te serve, mas que por algum motivo que você não entende você não quer doá-la; daquele sapato que você usou uma vez, deixou seu pé em carne viva, mas que foi muito caro para simplesmente descartá-lo; daquele amigo que some por meses e age como se você não existisse, mas que esporadicamente reaparece e acha que é seu BFF. Quando chega a hora de seguir em frente, muitas vezes a separação pode ser sofrida.

Como lidar com isso?

Não sei!

Na verdade, acredito que cada um deve descobrir o seu próprio modo de lidar com o desapego, já que as pessoas são tão diferentes, porque nessas horas elas deveriam agir da mesma maneira, não é mesmo?

Cada um sabe a forma mais fácil de lidar com situações difíceis e é assim que deve ser.

Para uns, o melhor a fazer é manter distância (acredito que esse seja o meu método), porque quando é necessário deixar algo partir quanto menos contato tiver menor será a dor... Isso não quer dizer necessariamente deixar de ter contato com o que estiver em jogo para sempre, mas uma pausa, um distanciamento para que as idéias possam ser colocadas no lugar. Bate aquela vontade de fugir de tudo e de todos, de ficar um pouco sozinha... Porque todos precisamos de momentos de solidão para que possamos refletir sobre nós mesmos e sobre o que acontece em nossas vidas.

Quando nos apegamos a alguma coisa ou a alguma pessoa o que queremos é tê-la para sempre em nossas vidas, de certa forma, quando pensamos no desapego ficamos inseguros e essa insegurança muitas vezes não tem sentido, temos medo da mudança por não sabermos o que acontecerá no futuro. Porém, o que é a vida sem mudanças?

Nossas vidas mudam constantemente, por mais que sejam mudanças que passam despercebidas no cotidiano. Quando paramos para pensar como era nossa vida cerca de 5 anos atrás com certeza podemos perceber o quanto mudou...

Por mais que muitas vezes seja difícil, o desapego é necessário.

Quando nos damos conta de que precisamos nos desapegar, provavelmente é porque percebemos que algo não faz mais sentido em nossa vida. O que antes parecia ser necessário para viver, hoje já não faz tanto sentido.

É sempre difícil quando temos que sair da nossa “zona de conforto”, quando vamos lidar com o desconhecido, mas passar a vida inteira sem experimentar coisas novas e não ter momentos inesperados é simplesmente existir, sendo que se estamos aqui temos que realmente VIVER.

Precisamos praticar o desapego e enfrentar as mudanças como algo positivo que trará melhorias para o nosso crescimento!

Marcella

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

rompendo barreiras

Sabe quando você acha que já ultrapassou todas as barreiras do ridículo? BALELA! Essa tarde tive a verdadeira constatação de que em se tratando da minha vida: O CÉU É O LIMITE!

Fui convidada para ir a uma VIOLADA. Isso gente, VI-O-LA-DA!

O que seria uma violada? Melhor viver na ignorância?

VIOLADA: festa cheia de cowboys (ou não), regada à música sertaneja do começo ao fim (acho).

Se, há exatamente um ano, alguém me chamasse para ir a um local desses, em primeiro lugar: eu nem ia saber do que se tratava, e em segundo lugar: eu ia dar uma gargalhada na cara do cidadão – não necessariamente nesta ordem...

Porém, não foi isso que ocorreu nesta tarde de segunda-feira. Não sei se é a fase em que me encontro, não sei se foi o álcool acumulado no sangue (resquícios do final de semana), não sei se me pegaram de surpresa e fui no “embalo”... Só sei de uma coisa: EU ACEITEI e pasmem - não será uma violada QUALQUER, será tipo uma micareta sertaneja.... (gente, vocês ainda estão aí? Se decidirem fingir que não me conhecem, excluir do MSN, facebook, dar unfollow no twitter, não vou julgar....não tenho propriedade...)

Micareta sertaneja... não, o nome da festa não é esse não, ninguém me falou que era isso, a denominação foi por minha conta mesmo (apelido carinhoso)... O que acontece é: minhas amigas vão dormir no hotel onde será a festa, que fica em uma rodovia e como eu sei que vou ter que encher a cara pra poder agüentar o tranco, decidi acompanhá-las para não ter que ficar dirigindo na estrada sozinha e alcoolizada....

Visualizo três opções:

1 ) Vou encher a cara, chamar alguém de caipira bem alto, essa pessoa vai ouvir, querer me dar um pau e alguma amiga solidária terá que interceder;

2 ) Vou me apaixonar completamente por um peão de calça Wrangler- justa-santro-peito, fivela e chapéu, que irá me tirar dessa vida;

3 ) Vou ficar puta e passar a noite inteira no quarto do hotel reclamando e chorando bêbada, amaldiçoando as minhas amigas, todas aquelas pessoas e a minha vida que chegou a tal ponto.

Estou claustrofóbica, estou paniquenta, estou envergonhada... eu comigo mesma: “Calma Analice, você não é obrigada a ir se não quiser, ninguém nunca morreu de ataque de vergonha alheia, vai dar tudo certo,  pode confiar...”

O pior é que eu acho que eu vou (shiiiiuuu) e depois conto pra vocês!

Algum conselho, figurino, como se portar?

Eu tenho um conselho: acho que deveriam começar a acreditar nessa teoria do fim do mundo que dizem por aí, porque do jeito que as coisas andam, sinto que ele se aproxima!

SOLTA O SOM!







@analicebm

Acontecimentos Inusitados



Trânsito é enlouquecedor para todas as pessoas, certo? Todo mundo trata de fazer alguma coisa para manter a sanidade. É só olhar pro lado. Alguns ligam o som alto, cantam, dançam, lêem, cutucam o nariz, trabalham, fazem a unha...sim gente, pasmem, uma amiga já fez as unhas no trânsito! Ela tirou lixou, tirou cutícula e esmaltou! Manicure completa!

Bom, a par essas coisas comuns, e outras nem tanto, que a gente consegue ver, no trânsito acontecem coisas inusitadas, invisíveis. A Cássia é uma amiga de faculdade, de longa data... é a pessoa que mais atrai esses “acontecimentos inusitados no trânsito”. Nós, amigas, costumamos dizer que a Cássia “derruba homens no trânsito”! Como assim? Explico:

A Cássia é uma mulher comum: não é deslumbrante, mas quando ela quer, ahhhh meus queridos, ela se transforma. Como diz um amigo gay, ela sobe no salto, gruda no teto e arrasa!

Pois bem, um dia a Cássia foi designada pelo sócio do escritório que trabalhávamos para ir ao Rio de Janeiro resolver um assunto profissional no Tribunal de Justiça. Ela se pôs linda e deslumbrante no seu terno preto, bem cortado. Vestiu um sapato que a deixava com uma postura muito sensual e partiu no vôo das sete da manhã. Considerando que o compromisso estava agendado para às 14:00, a Cássia teria tempo de sobra para cumprir com o esperado e retornar a São Paulo no mesmo dia.

Durante o vôo ela, como de costume, não reparou nas pessoas que estavam ao seu redor. Preocupou-se apenas com o retoque da sua maquiagem, sempre impecável.

O avião que estava previsto para pousar no Aeroporto Santos Dumont acabou pousando no Aeroporto do Galeão, duas horas mais tarde do previsto. Quando ela finalmente desembarcou, o caos estava instaurado: a chuva tinha inundado a cidade! Não havia taxi suficiente para transportar todas as pessoas que estavam no Galeão.  E agora? Há poucas horas do horário marcado para o compromisso profissional, a única voz que a Cássia conseguia ouvir no meio daquele tumulto dizia que o acesso ao Centro do Rio de Janeiro estava obstruído em decorrência de uma queda de barreira no túnel Rebouças. Pronto: pânico!

De repente, ela conseguiu escutar uma outra voz: a de um homem que perguntou se ela gostaria de dividir um taxi com ele até o Centro. Ele iria para um compromissoem um Clientepróximo ao destino dela. Na mesma hora, sem olhar para o rosto daquela alma que estava salvando a sua vida e o seu emprego, ela aceitou.

Eles levaram mais de três horas para chegar ao Tribunal de Justiça. Durante o trajeto, conversaram sobre o clima na Terra, trânsito, mercado financeiro (ele trabalhava com mercado financeiro), advocacia no Brasil (a Cássia é advogada), política, estudos, animais de estimação, família, amigos, restaurantes, festas, viagens, perfumes, elegâncias, gentilezas...até que enfim a Cássia chegou no seu destino. Ela saiu do taxi e quis pagar a corrida. Ele não aceitou. Ele pegou o telefone dela apenas por precaução, para se certificar mais tarde que ela embarcaria naquele mesmo dia de volta a São Paulo.

Não preciso dizer que a Cássia perdeu o compromisso, e os Desembargadores também. O compromisso foi adiado e o “homem do taxi” (sim, ele se identificou como o “homem do taxi”) ligou para ela perguntando sobre o vôo de retorno. Nessa altura do campeonato, a Cássia estava tentando remarcar a passagem aérea para o dia seguinte, e também procurando um quarto de hotel para passar a noite. As dificuldades aumentavam... sabe aquelas coisas que sempre acontecem tudo junto? Os aeroportos no Rio de Janeiro estavam fechados, os hotéis estavam lotados...tudo conspirava contra a Cássia....ou a favor...

Prontamente o “homem do taxi” disse que a empresa para a qual ele trabalhava havia reservado um quarto no Sheraton e a Cássia estava convidadíssima para passar a noite no mesmo hotel.

Quando ela chegou na recepção, havia um quarto reservado em seu nome. Ela subiu, exausta! Agradecendo ao universo por ter aparecido o “homem do taxi” que havia lhe salvado o dia por duas vezes!

Em cima da cama havia um bilhete:  “Bem-vinda! Aguardo você no Sushi Leblon para o jantar. Beijos, “Homem do Taxi.”

A noite foi maravilhosa! Eles jantaram, conversaram, deram boas risadas, tomaram algumas cervejas, voltaram para o hotel e... se beijaram e transaram loucamente até o amanhecer.

Ah, o nome do “Homem do Taxi”? Ela se lembra... Cássia, continuo sua amiga, tá? Juro que não vou contar as estórias de Caxias do Sul, de Buenos Aires, de Brasília, de Atenas, de Paris, de Nova Iorque...

A.D.

 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

(re)começo



Amores, tudo bem? Espero que sim! Fim de julho, alguns escrevedores de férias e com isto o andamento das coisas fica comprometido. Mesmo para quem não está mais na escola fica tudo num ritmo diferente, já repararam nisto?

Devido a isto ficamos sem texto pra esta sexta-feira e pensei: não vou postar então. Mas ai parei um pouquinho e venho aqui fazer um convite a todos.

Gente, vamos aproveitar que agosto está chegando e aproveitar este mês para fazer aquela faxina? Doar o que não nos serve mais, o que nunca serviu, o que você ganhou e não gostou, o que você escolheu e se arrependeu, o que te serve mas já não dá mais? Que seja uma roupa, uma "amizade", um problema, aquele namorado que só te põe para baixo, aquela tristezazinha que se esconde dentro de você. Qualquer coisa, roupa também vale.

Vamos abrir a janela e deixar o sol entrar, não sem antes ficar alguns minutos sentindo aquele calorzinho, de olhos fechados? Vamos mentalizar coisas boas? Vamos deixar para trás tudo o que já foi e não volta? Vamos seguir em frente, de peito aberto e corpo fechado? Vamos sorrir mais e sofrer menos?

Vamos nos permitir?

Que todos consigam se libertar de seus fantasmas, e que este segundo semestre de 2011 seja um dos melhores de nossas vidas. Que nós consigamos dar às coisas a importância que elas merecem, sem mais nem menos. Que os dias sejam mais coloridos, regados a sorrisos daqueles de doer a barriga!

Desejo a todos dias melhores. Para sempre. E que este texto consiga te passar toda a esperança e energia positiva com as quais o digitei, em dois minutinhos corridos!

Vamos ver a vida lá fora, porque o tempo está passando e a gente não está se dando conta disto! VAMOS ESTAR FELIZES, o máximo que pudermos, e sempre que pudermos!

É o que desejo a vocês! E que assim seja! Amém!

Miranda (@karinakarinak)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ciclos abertos e laços eternos



Muitas pessoas passam por nossas vidas, umas vem e ficam. Umas simplesmente surgem, ficam um pouquinho e assim, de repente, já não estão. Outras vem chegando de mansinho, e com o mesmo jeitinho também se vão.

Então, cada vez que penso sobre nisso, lembro de um texto que li há alguns anos. Não sei o nome do autor, nem as palavras exatamente, mas a ideia contida nele, lembro até hoje: existem pessoas que passam em nossas vidas por uma razão, ficam por uma estação ou nos deixam lições para a vida inteira. E da mesma maneira como elas são assim pra gente, somos assim para alguém.

Sabe aquelas pessoas que acontece de você conhecer, daquelas que surgem como anjos que Deus colocou na sua vida e sem explicação se tornam importantes pra você? Curiosamente, tudo se encaixa perfeitamente, parece que você conheceu a pessoa certa, no momento certo. Depois por um motivo qualquer vocês se afastam. Mas o propósito foi cumprido e sua necessidade suprida.

Existem outras com quem você divide vários momentos divertidíssimos, mas também está com você em alguns outros dos mais difíceis e isso aperta ainda mais os laços. Você divide a vida, aprende e também ensina muito, essa pessoa pode ser um amigo ou um namorado, enfim. Contudo, aos poucos você se dá conta que a pessoa não está mais tão por perto assim, e percebe que ela passou em sua vida por alguns motivos. Te fazer feliz, te ensinar algo, te preparar para o que estaria por vir. O importante é saber que o papel delas era exatamente esse, ficar só por uma estação, e depois sem que nem você e nem ela tenha alguma culpa, a relação acaba, geralmente aos pouquinhos, até não existir mais.

Tem aquelas que vêm e ficam pra sempre em sua vida. Dessas não preciso falar muito, é fácil identificá-las.

Particularmente, não sou boa em cortar laços e fechar ciclos, mesmo que em doses homeopáticas, às vezes até prefiro não me apegar às pessoas só pra evitar o desgaste depois. Então, me pergunto se essa ideia da autora daquele texto é a melhor maneira de encarar as coisas. Pois é, como na maioria das vezes eu me apego, não me satisfaço apenas em saber que a pessoa passou na minha vida somente para suprir uma necessidade. Nem penso “foi uma ótima estação juntos, perfeito enquanto durou”. Tento logo dar um jeitinho delas ficarem para sempre comigo... Não dou uma de Felícia e agarro a pessoa (mas só porque não funciona, porque se desse certo... ah, com certeza seria uma opção), tento guardar dentro de mim tudo que foi bom e aprender todas as lições e, assim, leva-las pra vida inteira.

Podem até não permanecerem presentes da mesma maneira quando chegaram, mas também não simplesmente passam por nossas vidas, elas ficam, de alguma maneira ficam.

@rosannats

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não exagera no make, honey!


Eu sou a favor de maquiagem sim!


Acho que quando a mulher sabe usar dá pra valorizar o que cada uma tem de bom!


Eu por exemplo NÃO posso usar batom vermelho porque senão fico parecendo a versão feminina do Bozo, PÉSSIMO! Ainda bem que eu sei disso e não uso...


Porém, às vezes eu me deparo com alguns erros assustadores que espantam qualquer alma do pedaço! Vamos a alguns deles:


Excesso de rímel: na tentativa de ter cílios de 5 cm com curvatura fenomenal a queridona passa 10 camadas de cada lado. Resultado: pasta de cílios melequenta! No frio até que tudo bem porque não vai derreter, mas no calor quando entra em contato com o suor, o efeito é instantâneo que nem fazer miojo, em três minutos a mulher vira um panda!! Seduziu!


Corretivo, base e pó: gente esse ponto é crítico porque pra ficar com cara de boneca a pessoa vai e faz reboque de obra no rosto. Começa com aquela camada caprichada de corretivo, seguida por três mãos de argamassa, digo base! E pra finalizar muito pó! Tem umas que ficam irreconhecíveis, não porque ficaram gatas, mas porque a camada tem 10 cm de espessura e deformou o rosto da coitada. Tenho medo de encostar e quebrar que nem prato! Fora que se não sabe cobrir as olheiras, deixem elas lá que é melhor do que aquele contraste fluorescente abaixo dos olhos que o resto do rosto não acompanha!


Delineador: acho lindo! Pra quem sabe usar! Eu não sou muito esperta, evito usar sem ajuda de profissional! Tem gente que sabe! E tem umas que tentam, sem sucesso! Primeiro que delineador exige uma coordenação motora boa para fazer a linha reta e fina, aí pensando que é moleza a dondoca vai e faz aquela tatuagem na pálpebra porque no meio do caminho deu um tremelique na mão e fez o pincel escapar, mas acha que tá abafando! Fora que um olho tá diferente do outro! Chique!


Batom e gloss: ninguém quer ver boca de palhaço, deixa isso pro circo loka! E não precisa passar muitas camadas de gloss porque já é meloso e quando passado em excesso escorre e parece baba! Écoti!


O meu favorito: o blush! Quem inventou o blush é GÊNIO, dá uma cara de saudável pra qualquer uma! Só que tem gente que, acredito eu, passa o blush no escuro porque não tem noção do quanto que coloca e sai de casa parecendo que levou uma tijolada em cada bochecha! Gente o blush é para dar uma corzinha nas maças do rosto, ponto! Maneira na dose amiga!


E para finalizar, não é maquiagem, porém faz parte do conjunto da obra: sobrancelha!  É vital que a mulher esteja com a sobrancelha feita, mas também não vamos virar a Maníaca da Pinça e depenar a coitada, tem mulher que deixa um pelo de cada lado... Isso assusta e não é bonito! Fora quando os 300 pelos previamente arrancados começam a crescer e ficam aqueles milhares de pontinhos desordenados, é braile? Dá só aquela limpada no excesso, penteia e seja feliz!


Usem maquiagem, mas sem exageros! Não queremos traumatizar ninguém nas ruas!


Marcella

segunda-feira, 25 de julho de 2011

COMO EU PUDE?



Oi MEU PÚBLICO, tudo bem com vocês? Espero que sim, pois comigo não anda nada bem não, eu tô bem puta da vida pra variar! Porém, vou dar um tempo daqueles textos profundos das semanas anteriores, já que tenho sentido falta do meu humor sarcástico, fútil e sincero.

Sempre fui uma pessoa muito crítica, minha mãe vive me dizendo: “Minha filha, você é muito crítica, isso vai acabar com a sua saúde!” Pois bem, você pensa:

- Mas Analice, você também tem defeitos!

Ok, eu tenho defeitos e não são poucos, mas agora eu quero falar sobre os defeitos dos outros.

Enfim, andei analisando: como a gente fica idiota quando está a fim de alguém e não consegue enxergar (finge) os defeitos e peculiaridades do infeliz... Só que o tempo passa, e o ser também passa a não significar mais absolutamente nada e é aí, nesse exato momento, que surge o alerta:  VERGONHA ALHEIA, que caminha lado a lado com a pergunta: COMO EU PUDE?

- Analice, não cuspa no prato que você comeu, é muito feio! A gente só deve se arrepender do que não faz.

Eu cuspo sim minha gente, sou uma pessoa que cospe no prato que comeu e mais, eu me arrependo do que eu faço! Só hoje eu já me arrependi de umas 40 coisas que fiz no dia, uma delas foi ter comido um bombom, totalmente desnecessário, já que engordei 7 kilos e não sei onde isso vai parar.

Mas, voltando aos moços... tem um cara que eu fiquei na época do colegial que eu prefiro fingir que ele não existe, porque só a simples existência dele na face da terra me irrita, ele é esnobe, prepotente, está ficando calvo, é fanhoso e usa camiseta pólo listrada por dentro da calça com cinto de couro, ainda tenho o “prazer” de ver o ser humano vez ou outra. Um outro, pelo qual fui bem apaixonadinha, usava calça justa de roqueiro, se finge de desencanado, mas no fundo é um tremendo de um vagabundo e briga na internet pra defender o Raul Seixas.

- Mas Analice, ele tem sentimentos sinceros pelo Raul Seixas!

Gente, eu tenho muita vergonha alheia dessa pessoa, sorry.

Teve o anão.... esse é VIP na lista! A minha mãe se refere a ele da seguinte maneira: “Aquele anãozinho que você namorou em SP, nunca lembro o nome dele.” E a minha avó: “iiiihhhh quando eu vi aquela “coisinha” entrando pela porta da sala, eu sabia que não ia dar certo.”, sábia vovó! Meooo, o cara não bebia uma gota de álcool, o cara tinha um New Beatle com banco de couro CRU, vai esperar o que de um ser desse?

E tem também o que faz o tipo sentimental e sincero, mas não tem nem criatividade de elaborar um discurso diferente para o próximo pedaço de carne que ele vai pegar, ele subestima a sua inteligência, ele não tem nem a capacidade de mudar as palavras, vai tudo igual mesmo, ele é o cara, o galã, ele coloca bolinha na bebida das mocinhas indefesas (ou não) e posta nas redes sociais frases do tipo: DEUS É AMOR. Minha mãe: “Nossa filha, esse moço é estranho né? Ele parece o Sloth dos Goonies, porque olha blá blá blá...”

Você até acha ele desprovido de beleza e de INTELIGÊNCIA, mas releva, você sempre releva!

No fundo, você sabe que não vai dar certo, no fundo você vê toda a palhaçada, mas finge que nada disso está acontecendo e segue em frente, é capaz ate de brigar pelo cara (sic). Carência? Pode ser, mas isso seria assunto para um próximo post, mais profundo, hoje estou superficial.

- Analice, você acha isso de todos os caras que passaram pela sua vida até hoje, credo?!?!

CLARO QUE NÃO! Eu tenho apreço por muitos deles também! Mas esse texto foi uma homenagem a todos os “COMO EU PUDE?” que passaram pela minha vida, pois se não fossem eles, de quem eu estaria falando/rindo agora?

Espero que tenham lembrado também dos que fizeram/fazem parte da vida de vocês e estejam dando boas risadas de todas as situações no mínimo constrangedoras....afinal, não é sempre que a gente acerta nessa vida não é mesmo.....

@analicebm